PHS ensaia candidatura própria

Legenda faz convenção no domingo e negocia com partidos que ainda não definiram apoio

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Marcelo Aro diz que partido caminha para ter candidatura própria
Mila Milowski - 20.9.2013
Marcelo Aro diz que partido caminha para ter candidatura própria

A convenção estadual do PHS, marcada para o próximo domingo, deverá confirmar o lançamento de candidatura própria do partido ao governo de Minas, em outubro. Apesar de ter apoiado a reeleição do governador Antonio Anastasia (PSDB) em 2010, a direção estadual da legenda pretende seguir um caminho independente neste ano, enfrentando os pré-candidatos Pimenta da Veiga (PSDB) e Fernando Pimentel (PT), já confirmados em convenções.  

Segundo o presidente estadual do PHS, o vereador de Belo Horizonte Marcelo Aro, o PHS quer ter o empresário e ex-deputado Vittorio Medioli como seu candidato a governador, lançando em Minas novas propostas sociais e econômicas “que os demais partidos não são capazes de colocar em prática”. Minas, diz ele, não pode aguardar eternamente que tucanos e petistas fiquem se digladiando pela disputa do poder.

Aro lembra que há regiões díspares no Estado, com renda vergonhosa e que ninguém se importa. Por isso, reforça, “o PHS quer lançar propostas inovadoras. Pelo menos, dessa forma, vai dar ideias e estímulo para alguém entender que perdemos décadas sem conseguir resgatar a dívida social que temos. O PHS cansou de esperar, queremos que esses partidos hegemônicos se expliquem, que saiam da torre de marfim.”

Segundo Aro, hoje, o empresário e ex-deputado Vittorio Medioli é o nome com a maior viabilidade e apoio interno para disputar o Palácio Tiradentes pelo partido. “A nossa vontade é ter candidato do PHS, um nome que apresente propostas. Apoiamos o PSDB em 2010, mas, desde então, somos independentes em Minas e na capital. Por isso, acreditamos que esse é o momento de o partido se posicionar e de participar diretamente.”

Desta quinta até domingo, a executiva estadual da legenda vai negociar com outros partidos que ainda não definiram de qual lado estarão no pleito, e o principal alvo é o PSB. Nacionalmente, o PHS já fechou apoio ao presidenciável Eduardo Campos (PSB) e lançar um nome em Minas é uma forma de dar palanque ao socialista no Estado, reduto do também pré-candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB).

“Vamos tentar reeditar a aliança nacional com o PSB também em Minas. Se o Eduardo quiser vir a Minas mostrar suas propostas, daremos palanque e espaços a ele. Mas não fechamos portas para Aécio”, explica o dirigente do PHS. Ele garante ainda que o partido que aceitar participar da aliança em Minas terá espaços na chapa estadual, podendo indicar o vice-governador.

Pressões. O lançamento de uma terceira via em Minas pode ser prejudicial para os planos de Pimentel e Pimenta. Não por acaso, integrantes do PHS admitem que estão sendo pressionados a abrir mão do voo solo no Estado. “O partido tem sido procurado por nomes do PT e do PSDB”, confirma Aro.

Segundo ele, porém, os integrantes do PHS estão convencidos da necessidade de ter um candidato próprio. “Nenhuma pressão externa vai dificultar o lançamento de uma candidatura. Não vamos mudar de posição nem ceder a partido A ou B. Se tiverem propostas melhores, que as apresentem.”

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