Um a cada três adultos tem pré-diabetes, diz estudo

Obesidade e estilo de vida sedentário são os causadores da alta taxa da doença

iG Minas Gerais |

Perigo. A porcentagem de diabetes está diretamente relacionada à idade e inversamente ao nível de escolaridade
Joerg Sarbach
Perigo. A porcentagem de diabetes está diretamente relacionada à idade e inversamente ao nível de escolaridade

LONDRES, Reino Unido. Mais de um a cada três adultos está agora à beira de desenvolver diabetes devido a crescentes níveis de obesidade e estilo de vida sedentário, segundo um estudo britânico. No Reino Unido, o estudo mostrou que em milhares de adultos, as taxas de diabetes limítrofes triplicaram em apenas oito anos.

Os autores do estudo acreditam que “o aumento extremamente rápido” da incidência da pré-diabetes em tão pouco tempo provavelmente resultará em um aumento acentuado na doença em si, o que vai custar vidas.

As pessoas são classificadas com pré-diabetes quando seus níveis normais de glicose no sangue estão acima do que é considerado normal.

Aqueles com a condição têm alto risco de desenvolver a doença, que pode conduzir a complicações, tais como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral e amputações. E mesmo que o diabetes não se desenvolva, o estado limítrofe aumenta o risco de problemas vasculares, nos rins, e nos olhos.

O novo estudo, publicado na revista “BMJ Open” no início do mês, analisou amostras de sangue de mais de 2.000 adultos sem diagnóstico de diabetes ao longo de um período de oito anos. Os exames encontraram altos níveis de açúcar em 35,3% dos casos examinados em 2011 – comparados a 11,6% em 2003.

BRASIL. No país, segundo dados de 2012 do último Vigitel, do Ministério da Saúde, entre os adultos (idade igual ou maior a 18 anos), 5,6% se declararam ser afetados pela diabetes (6% das mulheres e 5,2% dos homens).

“A porcentagem de diabetes está diretamente relacionada com a idade e inversamente relacionada ao nível de escolaridade. Ela aumenta progressivamente a partir da faixa etária de 18 a 24 anos (0,6%) até a de 65 anos (21,6%) e, dentro da mesma faixa etária, a baixa escolaridade (igual ou menor a oito anos de estudo) representa papel negativo”.

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