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Fotógrafo Alain Dhomé lança hoje livro em que registra a vida ao longo do Velho Chico

iG Minas Gerais |

Natureza. Fotos de Dohmé captam a natureza e a cultura dos povos ribeirinhos
Alain Dhomé / Divulgação
Natureza. Fotos de Dohmé captam a natureza e a cultura dos povos ribeirinhos

Hoje, às 19h, o fotógrafo francês naturalizado brasileiro Alain Dhomé vai lançar o livro “Nas Águas do Velho Chico”, no Centro de Arte Popular da Cemig (rua Gonçalves Dias, 1608, Lourdes). A obra de 180 páginas, com 120 fotografias, textos em português e inglês, mostra personagens, paisagens, cultura, arquitetura e fatos históricos que acompanham o curso d’água do Velho Chico em cinco Estados brasileiros.

As imagens foram captadas, ao longo de sete anos, durante viagens feitas por Dhomé pelos percursos do rio em Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Antes de serem transformadas em livro, as fotografias foram expostas em Belo Horizonte, Brasília, Paris (França) e Bogotá (Colômbia). São registros que mostram o caminho que o descobridor daquelas águas exuberantes, o navegador italiano Américo Vespúcio, não fez e o que teria visto se as tivesse navegado. Por isso, traz uma proposta diferente, com narração que começa da foz, na fronteira de Alagoas com Sergipe, até a nascente na Serra da Canastra, em Minas Gerais.

Fotos e textos contam parte relevante da história do Brasil por meio das águas do Velho Chico, ressaltando a importância desse rio na conquista do solo brasileiro e como ele foi essencial para os desbravadores avançarem sertão adentro. Em diferentes nuances, a arte se mistura a fatos históricos e ao cotidiano do bravo povo ribeirinho. Segundo Dhomé, o livro, que foi viabilizado pela Lei Rouanet, busca mostrar a riqueza natural e cultural que surge a partir desse importante curso d’água e fazer um apelo por sua preservação.

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