Ala do PSB em Minas cogita aliança com PHS e PSC

Presidente do partido no estado e pré-candidato ao governo caso o partido decida pela candidatura, o deputado Júlio Delgado se reuniu na terça-feira (24) com os presidentes locais de ambas as siglas, o vereador Marcelo Aro (PHS) e Dr. Boni (PSC)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Rachado entre lançar uma candidatura própria ou declarar apoio ao candidato do PSDB ao governo de Minas Gerais, Pimenta da Veiga, uma parte do PSB no estado cogita agora uma terceira alternativa para as eleições deste ano. A legenda está estudando se aliar ao PHS e ao PSC no Estado por avaliar que um nome próprio ao governo poderia comprometer as candidaturas proporcionais, de deputados estaduais e federais, além de correr o risco de não se sustentar financeiramente.

O presidente do partido no estado e pré-candidato ao governo caso o partido decida pela candidatura, o deputado Júlio Delgado se reuniu na terça-feira (24) com os presidentes locais de ambas as siglas, o vereador Marcelo Aro (PHS) e Dr. Boni (PSC). A alternativa será apresentada ainda nesta semana para Eduardo Campos, candidato do partido à Presidência da República. Ele que deverá dar a palavra final sobre a situação no Estado.

No sábado (21), o PSB em Minas realizou sua convenção estadual mas deixou a decisão para a executiva estadual. Grande parte dos prefeitos, dentre eles o de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, preferem declarar o apoio a Pimenta da Veiga. Mas uma ala do partido avalia que a coligação poderia diminuir consideravelmente o palanque para Eduardo Campos. A decisão deve ser tomada no sábado, quando o PSB nacional realiza convenção em Brasília.

Inicialmente, a Rede Sustentabilidade, de Marina Silva, candidata a vice na chapa de Campos, indicou o nome do ambientalista Apolo Heringer mas devidos às desavenças entre PSB e Rede, Heringer desistiu da indicação durante a convenção. Ele acusou o PSB de não se colocar como uma "alternativa" no Estado, em alusão ao discurso da sigla de ser uma terceira via entre a polarização PT-PSDB.

Lideranças da Rede acusam o presidente estadual de querer dar um "golpe" e garantem que não subirão mais no palanque do PSB em Minas.

Desde o início do processo eleitoral, os tucanos vêm tentando convencer o PSB a participar da chapa ao governo --desde 2002 as duas legendas são aliadas no Estado. Um acordo de não agressão entre Aécio e Campos chegou a ser feito no início do ano, mas acabou sendo rompido no mês passado, quando o socialista passou a defender candidatura própria no Estado.

Delgado diz, porém, que prorrogar a decisão é apenas uma "estratégia" para tentar garantir bons espaços para a legenda neste ano e que não haverá necessariamente desistência do PSB de lançar um nome próprio.

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