Torcedores chilenos chegam a BH e fazem vigília no CT da seleção

Duelo entre Brasil e Chile, pelas oitavas de final de Copa do Mundo, será no sábado, às 13h, no Mineirão

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Portão de entrada da Toca da Raposa II exibe mensagem de boas-vindas para a delegação do Chile
Cruzeiro/Divulgação
Portão de entrada da Toca da Raposa II exibe mensagem de boas-vindas para a delegação do Chile

A casa da seleção do Chile na Copa do Mundo, em Belo Horizonte, já começa a virar também casa dos torcedores chilenos que vieram ao Brasil acompanhar o Mundial.

A Toca da Raposa 2, local de concentração da equipe do técnico Jorge Sampaoli, começou nesta quarta-feira (25) a se tornar ponto de encontro dos torcedores.

Cerca de 30 chilenos ficaram perto da entrada do centro de treinamento na esperança de ver, ainda que de relance, algum dos ídolos. O time enfrenta a seleção brasileira no sábado (28), no Mineirão.

Quando o portão se abriu para que a imprensa pudesse cobrir o treino do dia, muitos correram para tentar dar uma espiada. "Mas ainda não conseguimos ver ninguém", conta, resignado, o torcedor Mauricio Carmona

Carmona está com um grupo de 20 chilenos. Como eles, a maioria dos torcedores presentes hoje na Toca 2 vem seguindo a seleção desde Cuiabá, na estreia contra a Austrália, e passou também por Rio de Janeiro, para o jogo contra a Espanha, e São Paulo, palco da única derrota até então na Copa -contra a Holanda.

Na verdade, o grupo de Carmona acompanha La Roja há muito mais tempo. "Estivemos em todas as partidas das eliminatórias. Viajamos a América do Sul toda: Argentina, Peru, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Colômbia, Equador...", conta ele.

Família e trabalho, ele admite, ficaram de lado nesse período. "Em primeiro lugar está a seleção", afirma.

O casal Rosalia Downing e Guillermo Vargas e o filho, Matias Vargas, também está peregrinando atrás da seleção chilena.

Vieram de Santiago de carro, devidamente decorado com a bandeira do país, e chegaram primeiro a Cuiabá. Depois, foram ao Rio, aproveitaram uma folga para fazer turismo em Búzios, seguiram para São Paulo e agora estão em Belo Horizonte.

A família estima já ter rodado mais de 5.000 quilômetros nessa jornada. "É uma viagem cansativa, e dentro do Brasil as cidades são muito distantes umas das outras. Mas pela seleção vale a pena", diz Guillermo.

Ele e o filho estão mais confiantes que Rosalia. "Eu acredito em um placar de 2 a 1 para o Chile", diz Matias. A mãe prefere não arriscar. "É mais difícil porque é contra o Brasil. Acho que as chances estão meio a meio", ela diz.

Os três ainda não sabem se vão conseguir assistir à partida no Mineirão. "Os ingressos estão sendo vendidos por US$ 1.200. É uma fortuna. Esse preço não podemos pagar. Então a ideia é assistirmos na Fan Fest", conta Rosalia.

Muito animados, cantando os gritos da torcida e vestidos com a camisa vermelha do Chile, Miguel Galarce e Pablo Pizarro estão mais do que esperançosos. Eles estão, de fato, confiantes, na vitória do Chile sobre o Brasil.

"Vamos ganhar. O time está preparado para isso. Vai ser difícil, mas dessa vez vamos mudar a história", afirma Galarce, apontando o meia Valdívia como uma "arma" contra os brasileiros, já que, por ter jogado bastante tempo no Palmeiras, conhece bem o futebol daqui.

"É um grupo que, além de ser forte, é muito unido, tem muita amizade, isso a gente pode sentir. Creio que, no 11 contra 11, nós podemos ganhar", diz Pizarro, dando a dica para derrubar o Brasil:

"É preciso marcar bem o Neymar".

A expectativa da Belotur, Empresa de Turismo de Belo Horizonte, é de que pelo menos 30 mil chilenos cheguem a BH até sábado.

Segundo a central de ingressos da Fifa, 20 mil ingressos foram vendidos diretamente para estrangeiros para a partida entre Brasil e Chile no Mineirão. Não é possível precisar, no entanto, quantos desses são de chilenos.