Governo decide nesta quinta se recorrerá da liminar que proíbe cerco

Em nota, governo afirmou que foi oficialmente notificado nesta quarta-feira; em caso de recurso, manifestantes também devem acionar a Justiça

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

Cidades - Belo Horizonte, Mg. 
PROTESTO ANTICOPA NA PRACA SETE
PM fecha praca Sete com seis militares para cada um manifestante

Fotos: GUSTAVO BAXTER / O TEMPO - 14.06.2014
GUSTAVO BAXTER/ O TEMPO
Cidades - Belo Horizonte, Mg. PROTESTO ANTICOPA NA PRACA SETE PM fecha praca Sete com seis militares para cada um manifestante Fotos: GUSTAVO BAXTER / O TEMPO - 14.06.2014

A Advocacia Geral do Estado deve decidir nesta quinta-feira (25), se vai recorrer ou não da liminar que proíbe o cerco a manifestantes durante protestos antiCopa realizados em Belo Horizonte. Em nota, o governo afirmou que recebeu a notificação sobre a decisão nesta quarta-feira.

A ação, proposta pelo advogado Thales Augusto Nascimento Viote, que entrou com um mandado de segurança coletivo na 7ª Vara de Fazenda Pública do Estado de Minas Gerais pedindo o fim dos cercos policiais, obteve parecer favorável do juiz Ronaldo Claret de Moraes nessa segunda-feira (23). A liminar foi comemorada pelos movimentos sociais, que escreveu um manifesto comemorando a decisão, finalizado com "um salve para a advocacia popular e os movimentos organizados que, juntos, fizeram um gol a favor do povo."

Caso o governo decida recorrer, os manifestantes prometem uma resposta. “Já sabemos da intenção do governo de recorrer da decisão e os movimentos também devem recorrer caso isso aconteça”, diz Isabella Miranda, integrante do Comitê Popular dos Atingidos pela Copa e das Brigadas Populares. Para ela, a decisão da Justiça é uma vitória dos movimentos populares de Belo Horizonte, já que o cerco policial é considerado pelo movimentos como um símbolo de privatização do espaço público.

“O trajeto e horário do próximo protesto ainda não está definido, mas será claramente um ato de retomar o espaço de expressão política dentro da cidade e de contestar a violência policial. É importante reafirmar o direito de manifestação”, afirma Isabella. 

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