Senado russo anula autorização de intervenção militar na Ucrânia

Um proeminente parlamentar disse que a decisão, solicitada por Putin, deveria ser vista como um ato de boa vontade para facilitar os esforços de paz no país

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A Câmara Alta do Parlamento russo aprovou nesta quarta-feira (25) a revogação do direito que havia concedido em março ao presidente Vladimir Putin de ordenar uma intervenção militar na Ucrânia, onde o governo central está empenhado em combater separatistas pró-russos.

Um proeminente parlamentar disse que a decisão, solicitada por Putin, deveria ser vista como um ato de boa vontade para facilitar os esforços de paz na Ucrânia, onde o governo russo se posiciona como defensor dos direitos da minoria de etnia russa.

Mas ele afirmou que o poder para intervir na Ucrânia poderia ser restabelecido rapidamente. "O presidente da Federação Russa tem meios suficientes, em conformidade com a Constituição e a lei federal, para influenciar efetivamente a situação na Ucrânia", declarou no plenário Viktor Ozerov, chefe do Comitê de Segurança e Defesa do Conselho da Federação (a Câmara Alta do Parlamento).

"Se, para essa finalidade, o presidente precisar adotar medidas de natureza militar, o Comitê de Segurança e Defesa do Conselho da Federação está pronto... para analisar rapidamente tal moção do presidente. Mas espero que isso não seja requisitado."

Segundo a Constituição da Rússia, o chefe do Estado necessita da autorização do Senado para o emprego das Forças Armadas fora das fronteiras do país.

A decisão, de cumprimento imediato, foi aprovada por 153 votos a favor e 1 contra, sem abstenções.

Segundo o Kremlin disse na terça (24), a decisão pretende ajudar a "normalizar" a situação na Ucrânia.

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