Pressionada pelo PR, Dilma troca ministro dos Transportes

Se confirmado o apoio do partido,a presidente ganhará pouco mais de um minuto de televisão em seu horário eleitoral

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Pressionada pelo PR para efetuar troca no comando do Ministério dos Transportes, a presidente Dilma Rousseff decidiu nesta quarta-feira (25) tirar o ministro César Borges do cargo. Para o lugar dele, o PR quer o ex-titular da pasta e antecessor de Borges, Paulo Sérgio Passos.

A mudança faz parte de uma exigência do PR para apoiar a reeleição de Dilma Rousseff. Se confirmado o apoio do PR, Dilma ganhará pouco mais de um minuto de televisão em seu horário eleitoral. A parceria com o PR começou ainda em 2002, quando José Alencar concorreu às eleições presidenciais como vice de Luiz Inácio Lula da Silva.

César Borges chegou ao Palácio do Alvorada por volta das 8h50 desta quarta, acompanhado pelo ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil). Borges vai assumir a Secretaria de Portos.

O atual titular de Portos, Antonio Henrique, foi chamado pela presidente na manhã desta quarta para debater a mudança. Antonio Henrique chegou às 10h15 e saiu em cerca de dez minutos. A expectativa é que Henrique assuma a secretaria-executiva de Portos. O ministro da Comunicação Social, Thomas Traumann, também participou do encontro.

TROCA

Ex-governador da Bahia, ex-senador e ex-vice-presidente do Banco do Brasil, César Borges assumiu em abril de 2013 o lugar de Paulo Sérgio Passos, que estava no cargo desde julho de 2011. Apesar de filiado ao PR, Borges era considerado uma escolha técnica da própria presidente e não da legenda.

Paulo Sérgio Passos deixou a pasta pelos mesmos motivos que levaram a sigla a exigir a saída de Borges: não atender os interesses da legenda. A cúpula do PR prefere a volta de Passos: alega que Borges tem uma "vida autônoma" no ministério, não recebe parlamentares da bancada e não despacha com indicados da sigla que estão na pasta.

"Já falamos há muito tempo que o César Borges não nos agrada. Mas nós não vamos pedir. O ministério é dela", disse nesta terça-feira (24) o senador Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP).

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