Extremistas iraquianos voltam a se aliar aos sírios, diz ONG

Cansados dos atropelos atribuídos ao EIIL e de seus objetivos hegemônicos, a "moderada" Frente Al-Nosra se separou deles em janeiro passado

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Mesmo após invasão dos EUA, conflitos internos seguem no Iraque
KARIM KADIM
Mesmo após invasão dos EUA, conflitos internos seguem no Iraque

Os movimentos radicais Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) e Frente Al-Nosra, braço sírio da rede terrorista Al Qaeda, se fundiram em Bu Kamal, localidade na fronteira entre a Síria e o Iraque.

Cansados dos atropelos atribuídos ao EIIL e de seus objetivos hegemônicos, a "moderada" Frente Al-Nosra se separou deles em janeiro passado. Antes, os dois combatiam lado a lado o regime do ditador sírio, Bashar al-Assad.

De acordo com a ONG, circula no Twitter uma foto na qual o líder da Al Nusra naquela região, Abu Yusuf al-Masri, jura lealdade ao EIIL.

"Os dois são rivais, mas são também jihadistas e extremistas. Este juramento de lealdade provocará tensões com outros grupos rebeldes", afirmou o porta-voz do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman.

O acordo foi anunciado pelo OSDH, que fica em Londres, mas possui contatos com os rebeldes sírios, e coincide com o avanço do EIIL na Província de Deir Ezor, de que Bu Kamal faz parte, no leste da Síria.

Nesta quarta, pelo menos 12 pessoas morreram vítimas de bombardeios realizados pela aviação síria contra o EIIL em Deir Al-Zor e Al Raqqah, no norte do país.

O principal bastião do EIIL na Síria é Al Raqqah. No território iraquiano, eles tomaram o controle da cidade de Mossul, a segunda maior do país, no último dia 10. Agora, eles seguem rumo à capital Bagdá.

Nas regiões norte e leste da Síria, mais de 6.000 pessoas morreram em confrontos desde janeiro, segundo o OSDH.

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