Inadimplência tem primeira alta desde outubro de 2012

Em outubro de 2012, os atrasos correspondiam a 3,9% das dívidas de empresas e consumidores; a taxa média de juros também subiu no mês passado tanto para pessoas jurídicas, como para os consumidores

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A inadimplência nas operações de crédito teve em maio a primeira alta desde outubro de 2012. Segundo dados do Banco Central, a inadimplência passou de 3% para 3,1%, o maior nível em seis meses. Em outubro de 2012, os atrasos correspondiam a 3,9% das dívidas de empresas e consumidores. Desde então, esse indicador vinha caindo ou se mantendo estável de um mês para outro.

Para pessoas físicas, a inadimplência subiu de 4,4% para 4,5%, maior nível desde novembro do ano passado. Nesse caso, trata-se do segundo aumento no ano -o primeiro foi de fevereiro para março. Para as empresas, o indicador passou de 1,9% para 2% no mês passado e retornou ao nível de outubro de 2013.

Juros

A taxa média de juros subiu no mês passado tanto para pessoas jurídicas (16,3% ao ano) como para os consumidores (27,9% ao ano), depois de ficar estável em abril. O valor total do crédito bancário chegou à marca inédita de R$ 2,8 bilhões (56,1% do PIB). Em 12 meses, o crescimento foi de 12,7%, o que mostra desaceleração em relação ao verificado no final de 2013 (expansão de 14,6%).

A desaceleração do crédito, a alta dos juros e o aumento da inadimplência refletem a ação do BC, que aumentou a taxa básica de juros (Selic) de 7,25% para 11% ao ano entre abril de 2013 e abril de 2014.

Segundo o BC, o crédito livre (sem subsídios) cresceu 5,7% em 12 meses. Esses recursos respondem por 54% dos empréstimos bancários. "No segmento corporativo, destacaram-se os crescimentos em capital de giro, adiantamentos sobre contratos de câmbio e financiamentos a exportações", disse o BC. "Nas operações com famílias, a variação foi impulsionada, principalmente, pelos aumentos no crédito consignado e no cartão de crédito à vista."

Já o crédito direcionado, formado principalmente por dinheiro do BNDES para empresas e recursos para habitação, avançou 22,3% em 12 meses.

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