Curto período de preparação teria sido uma das causas de vexame inglês

Para Roy Hodgson, teria faltado aos ingleses um pouco de sorte e também um cronograma de treinamentos mais extenso para o Mundial

iG Minas Gerais | JOSIAS PEREIRA |

ESPORTES - BELO HORIZONTE MG - BRASIL - 23.6.2014 - COPA DO MUNDO FIFA 2014 - Inglaterra x Costa Rica no Estadio Mineirao em Belo Horizonte MG. 
Foto: Douglas Magno / O Tempo
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ESPORTES - BELO HORIZONTE MG - BRASIL - 23.6.2014 - COPA DO MUNDO FIFA 2014 - Inglaterra x Costa Rica no Estadio Mineirao em Belo Horizonte MG. Foto: Douglas Magno / O Tempo

Não foi bem a Copa do Mundo que os torcedores ingleses esperavam. Inserido em um grupo considerado o da “morte”, o “English Team” acabou eliminado do torneio ainda na primeira fase. Foram três jogos disputados, duas derrotas, um empate, dois gols marcados e quatro sofridos. Apesar da melancolia apresentada no último jogo frente a Costa Rica, no Mineirão, o técnico Roy Hodgson evitou fazer caça às bruxas. Para o comandante, faltou à sua equipe um pouco de sorte e também uma preparação mais extensa para a disputa do certame que a Inglaterra não vence desde 1966.

“Podemos enumerar centenas de razões (para a eliminação). Os jogadores da Costa Rica estão juntos há meses. Eles tiveram uma boa oportunidade de fazer o tipo de trabalho que nós fizemos em três ou quatro semanas”, declarou Hodgson.

Tido como um dos grandes centros do futebol mundial, a Inglaterra vem sofrendo nas últimas décadas com a escassez de jogadores. Apesar de visualizar um futuro bem mais promissor, Hodgson reconheceu as dificuldades que a FA (Football Association – Federação Inglesa) possui no relacionamento com os clubes, principalmente no que tange à liberação dos jogadores.

“Trabalhamos muito arduamente na forma como nossos times jogam. A Federação está trabalhando neste ponto, mas nunca vamos ter acesso a nossos jogadores da mesma maneira que outras seleções têm”, apontou.

A pressão sobre a qualidade de jogo da seleção inglesa foi outro ponto abordado por Hodgson em sua última entrevista coletiva na Copa do Mundo. Segundo o treinador, não é preciso apenas vencer. 

“Se é o Irã em campo e eles dão chutões para frente, abusam dos contra-ataques e das bolas paradas, todos falam que estão fazendo um excelente trabalho. Mas, para a gente ter um bom jogo, precisamos dominar, atuar no campo do adversário e não dar espaços. A pressão em uma seleção como a Inglaterra é um pouco maior”, concluiu.