Jogo do Brasil no Mineirão deve ter segurança extra

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira /Josias Pereira |

Batalhão de Choque da PM no entorno do Mineirão, na partida entre Argentina e Irã, no dia 21
DENILTON DIAS / O TEMPO
Batalhão de Choque da PM no entorno do Mineirão, na partida entre Argentina e Irã, no dia 21

A organização da Copa do Mundo já começou a mostrar preocupação com o confronto entre Brasil e Chile, marcado para sábado, às 13h, em Belo Horizonte, pelas oitavas de final.

O Comitê Organizador Local (COL) admitiu nessa terça que, possivelmente, a partida precisará ter um reforço de segurança. “Não é só Brasil x Chile, mas todos os jogos continentais com alguma rivalidade estão em avaliação”, disse o diretor de comunicação do órgão, Saint-Clair Milesi.

O mata-mata será o primeiro encontro entre duas seleções sul-americanas no Mundial e envolverá o time anfitrião e a equipe do país que comprou mais de 40 mil ingressos para a competição.

Foi justamente a torcida da América do Sul que mais criou problemas de segurança na Copa. O esquema de policiamento e vigias do Mundial precisou ser reforçado depois que cerca de 150 chilenos furaram os bloqueios e, sem ingresso, conseguiram invadir a sala de imprensa do Maracanã antes da partida contra a Espanha. Já a torcida brasileira se envolveu com algumas brigas com argentinos no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte. Dois barra bravas – facção de torcedores violentos da Argentina – foram notificados a deixar o país em até 72 horas, após serem presos na capital mineira antes da partida entre Argentina e Irã.

Episódio local. Nessa terça, torcedores brasileiros e ingleses, por pouco, não protagonizaram uma briga no anel inferior do Mineirão, na partida entre Costa Rica e Inglaterra. Diante da iminência de conflito, a Polícia Militar precisou entrar nas arquibancadas do estádio, o que não é comum em competições Fifa. Normalmente, a segurança feita pelos stewards (segurança privada contratada pela Fifa) é suficiente.

A confusão começou quando brasileiros começaram a provocar os ingleses com gritos de “eliminado, eliminado”. Isso aconteceu porque os britânicos se recusaram a participar da tradicional “ola” em pelo menos três oportunidades. Enfurecidos, os ingleses partiram para cima da torcida brasileira, onde havia muitas mulheres e crianças, atirando copos e cerveja. Os stewards conseguiram conter a aproximação, mas precisaram pedir o reforço da PM. Uma parte da arquibancada precisou ser isolada, obrigando torcedores brasileiros a deixarem os lugares onde pagaram para ficar. “Quero meu ingresso de volta”, gritava a torcedora. Outro mostrava o ingresso, indicando seu lugar mas não puderam entrar na parte limitada.

O setor inferior amarelo, entre as entradas 120 e 124, ficou superlotado por ingleses. Os seguranças disseram que não conseguiram conter a quantidade de torcedores que insistiram em entrar na área. Não havia o respeito pelo assento marcado. Alguns subiam nas cadeiras, cena que lembrava o antigo Mineirão, com corredores lotados e empurra-empurra. 

Chile treina na Toca II e com Vidal Após a derrota por 2 a 0 para a Holanda, resultado que fez o Chile terminar na vice-liderança do grupo B, a delegação chilena retornou na noite de segunda-feira para Belo Horizonte. Na manhã dessa terça, os jogadores voltaram a treinar na Toca da Raposa II. Poupado contra a Holanda porque está pendurado com dois cartões amarelos, o atacante Vidal participou da atividade e deverá enfrentar o Brasil. Brasil e Chile vão se enfrentar pela quarta vez na história da Copa. Em 1962, a seleção canarinho fez 4 a 2. Em1998, na França, o placar foi 4 a 1. Na África do Sul, em 2010, os brasileiros venceram por 3 a 1. “A nossa campanha neste Mundial é incrível e nos faz sonhar”, afirmou um torcedor chileno, na porta da Toca II, nessa terça.

Família de Neymar chega de helicóptero Teresópolis. O dia de descanso para os jogadores do Brasil, nessa terça, na Granja Comary, foi de muita movimentação e um entra e sai da concentração oficial da seleção brasileira. No início da tarde, o que mais chamou a atenção no local foi a chegada, ou melhor, a aterrissagem de um helicóptero com parentes do craque Neymar. Dentro da aeronave estavam, inclusive, o pequeno Davi Lucca, filho do camisa 10 da seleção brasileira, e a irmã de Neymar. A atriz e namorada do craque, Bruna Marquezine, não foi vista no local. Os familiares do atacante do Barcelona desceram do helicóptero e rapidamente subiram para uma área reservada e com acesso restrito aos atletas. Vários outros jogadores também receberam visita nessa terça. A esposa do zagueiro Thiago Silva, por exemplo, postou uma foto no Instagram logo ao chegar à Granja Comary, na região serrana do Rio. “Folga!!! Família!!!”, postou Isabelle Silva na rede social, ao visitar o marido e zagueiro do PSG e titular do Brasil. O goleiro Julio Cesar foi visto também passeando com o filho pelo gramado da concentração da seleção. Já Felipão e o auxiliar técnico Murtosa, fizeram uma caminhada pela Granja.

Programação Os comandados de Felipão voltam a treinar nesta quarta, às 13h, mesmo horário da partida de sábado contra o Chile. Nesta quinta, o Brasil treina às 12h15. Ao fim da atividade, às 17h30, a delegação brasileira já viaja de Teresópolis para o aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, rumo a Belo Horizonte. O voo parte às 19h30 com a chegada a capital mineira prevista às 21h. Em BH, a seleção brasileira ficará hospedada no hotel Ouro Minas, no bairro Ipiranga. Na sexta-feira, a programação prevê uma coletiva no Mineirão, às 11h30, e depois, às 13h, um único treino antes da partida decisiva de sábado, no Sesc Venda Nova.

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