Bebedeira, diarreia, pressão alta e intoxicação nos estádios

Média é de 80 atendimentos por jogo, segundo balanço da Fifa na metade da Copa

iG Minas Gerais | Da redação |

Passando mal. Fifa divulgou que 2.544 pessoas foram atendidas em 64 jogos até a última segunda, dia 23, que marcou a metade da Copa no Brasil
SECOPA / DIVULGACAO - 11.05.2014
Passando mal. Fifa divulgou que 2.544 pessoas foram atendidas em 64 jogos até a última segunda, dia 23, que marcou a metade da Copa no Brasil

Balanço divulgado na última segunda-feira pela Fifa, quando metade dos 64 jogos da Copa se completaram, mostra que a média de atendimentos médicos nos estádios foi de 80 pessoas por partida.  

A Fifa não divulgou as principais causas de internação, mas o presidente da Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado, Gustavo Fraga, diz que a maioria dos casos registrados é de dor de cabeça associada a pressão alta, intoxicação, diarreia e consumo de álcool em excesso.

Fraga integra um grupo criado no WhatsApp – aplicativo de mensagens por celular – por médicos envolvidos no atendimento em diversas cidades-sede da Copa do Mundo – inclusive os que atuam diretamente nos estádios. O objetivo do grupo é compartilhar informações e experiências durante o Mundial. Gustavo Fraga explicou que a maioria dos profissionais participantes é formada por cirurgiões, intensivistas, anestesistas e pediatras da rede pública e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

“A partir de Santa Maria (incêndio na boate Kiss), a gente viu que os recursos que temos hoje são importantes para mobilizar equipes em diferentes locais. A estratégia acaba levando um aprendizado para todos os profissionais que participam dessa rede”, explicou.

Fraga destacou que, ao fim de cada jogo, os profissionais compartilham, por exemplo, o número de atendimentos realizados e a quantidade de pacientes que precisaram ser removidos para um hospital. Apesar da baixa demanda por atendimento de pessoas envolvidas em pequenos conflitos, o grupo permanece alerta para acompanhar o jogo desta quarta entre Argentina e Nigéria, em Porto Alegre (RS). O motivo: o grande número de torcedores argentinos no país e a rivalidade entre o país vizinho e o Brasil.

“Nosso grupo está montado e continua até o fim da Copa. A ideia é mantê-lo ativo mesmo depois disso, para casos de atendimento em desastres ou acidentes com múltiplas vítimas”, disse. “Afinal, a Copa vai passar, mas os problemas na saúde vão continuar. E os legados na área da saúde vão ser poucos”.

Ocorrências durante jogo BRASÍLIA. No vitória do Brasil sobre Camarões por 4 a 1, na última segunda-feira, 79 torcedores precisaram de atendimento médico. As principais ocorrências foram desmaios, hipoglicemia e quedas. O caso mais grave foi de uma mulher, não identificada, que teve uma arritmia cardíaca e foi levada ao Hospital Santa Luzia. O jogo foi no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

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