Trabalho voluntário

iG Minas Gerais |

Nessas semanas, estou realizando mais um sonho. Sou voluntário nos jogos da Copa do Mundo que estão sendo realizados no Mineirão. Vou trabalhar em cinco partidas, pois na partida Bélgica x Argélia tive a oportunidade de ser espectador junto com minha família.  Será minha terceira experiência como voluntário em um grande evento realizado em nosso país. Em 2007, havia sido voluntário nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. Lá trabalhei como tradutor junto à chamada família Odepa, constituída por dirigentes de federações esportivas e comitês olímpicos nacionais. Meu trabalho era acompanhá-los em suas movimentações pela cidade e pelos diversos eventos esportivos. Minha segunda experiência foi na Copa das Confederações, no ano passado. Trabalhei nos jogos México x Taiti e Brasil x Uruguai. Fui voluntário na área de serviços ao espectador. E o que me motivou a realizar este trabalho voluntário? Em primeiro lugar, o trabalho voluntário é uma forma de agradecimento a todos aqueles voluntários dos diversos eventos que tive o prazer de participar ao longo de minha vida. Já estive em algumas Copas do Mundo e Jogos Olímpicos. E, em todos eles, a ajuda dos voluntários foi fundamental para que eu encontrasse endereços que estava buscando e conseguisse encontrar serviços que necessitava. Em resumo, foram fundamentais para que tivesse uma excelente experiência em cada um desses eventos. Sendo voluntário, posso ajudar muitas pessoas que querem participar do evento. Em segundo lugar, o trabalho voluntário é uma forma de crescimento pessoal.  Por essas razões, me causa estranheza a pergunta feita por vários conhecidos que encontro durante os jogos. Perguntam se eu estava trabalhando mesmo sem ganhar nada. Respondo afirmativamente. Essa é a lógica do trabalho voluntário. Não só não recebo nada, como tenho diversos gastos. Gasolina para ir até o Mineirão, por exemplo. Quando trabalhei no Rio de Janeiro, tive de viajar para lá três vezes ao longo do processo, para testes, entrevistas, treinamento e retirada de uniforme. E durante o período de trabalho, tive de pagar por minha hospedagem e despesas de alimentação. Muitos dizem que, enquanto eu estou trabalhando de graça, várias pessoas estão ganhando muito dinheiro com o evento. Não gostaria de entrar no mérito da organização e da estrutura do evento. Tenho muitas críticas em relação ao que foi feito e, principalmente, ao que deixou de ser feito. Poderia ter se aproveitado da realização desses grandes eventos para a realização de muitas obras fundamentais para a melhoria da qualidade de vida de nossa população.  Muitos leitores devem estar pensando qual a ligação desse tema ao assunto de nossa coluna semanal, que fala sobre educação financeira. Um dos quatro pilares fundamentais da educação financeira é aprender a doar. Um dos significados da palavra doar, que podemos encontrar no dicionário, é ceder algo gratuitamente a alguém. Em outras palavras, dar uma coisa sem esperar retribuição. E o trabalho voluntário é exatamente isso. Uma possibilidade de exercitar esse valor. Por meio dele, estou doando uma parte do meu tempo e algumas habilidades que desenvolvi (fluência em alguns idiomas). Sem esperar nada monetário em troca. Como pagamento, estou recebendo centenas de agradecimentos e sorrisos.  Neste mês, continuo com a promoção do livro “Meu Dinheiro”, buscando que mais pessoas possam adquiri-lo. Os leitores interessados podem me enviar um e-mail que retorno com as indicações de como proceder. Mandem dúvidas e sugestões para o e-mail carloseduardo@harpiafinanceiro.com.br

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