Quem começou a baixaria

iG Minas Gerais |

Sempre achei que nós, brasileiros, somos em maior número do que indicam as estatísticas. Como o país pode ter 200 milhões de habitantes se possui 140 milhões de eleitores? Onde ficam nessa contabilidade os jovens menores de 16 anos, os idosos e os analfabetos que não votam, usando do direito que lhes faculta a Constituição? Penso que os números verdadeiros não são revelados para não mostrar o retrato instantâneo do nosso Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Certa vez, em um congresso de Tribunais de Contas em São Paulo, levantei essa tese e quase fui escorraçado pelo pessoal do IBGE. Um dos meus argumentos: quando alguém entra num banco para tomar um empréstimo, a primeira providência do gerente é verificar se o tomador possui um cadastro e, caso contrário, providenciá-lo. Quem pega dinheiro emprestado em banco não declara dívidas, só declara o que lhe convém: escritura de imóvel quitado, automóvel, créditos com os cunhados etc. Assim, penso eu, são os nossos recenseamentos. Sou servidor público aposentado e só fui entrevistado no último censo. Assim mesmo porque, na qualidade de presidente do Tribunal de Contas, reclamei que até então não havia sido procurado pelos pesquisadores do recenseamento. Vivo em Belo Horizonte, na mesma residência, há 38 anos e conheço muita gente que nunca foi. Daí, pensar assim. Então esse problema é como uma regra de três: quanto menos gente e mais receita, melhor o nosso IDH. Digo tudo isso para confessar que nunca vi uma inquietação social como a que estamos vivendo nos dias atuais. É tanta mentira, tanta ladroagem e safadeza que parece que somos todos náufragos à procura de uma rama para segurar. Essa rama, hoje, é a Copa do Mundo, que, se for perdida, será certamente a Copa do Fim do Mundo. E aí, vamos começar a gastar à tripa forra para preparar as Olimpíadas. Enquanto isso, ninguém está prestando atenção na vigência inconstitucional do Decreto Federal 8.243, que comuniza o Brasil, ao acabar com o sistema e a forma republicana de governo, além do regime democrático. Imaginem só: estamos dependendo das providências de Renan e de Henrique não sei das quantas. É ou não é dose? E reclamam que o povo no Maracanã mandou a presidente tomar café. O povo mandou bem, igual ao vigarista ex-Luiz, que no dia 10 de maio de 1993 mandou o presidente Itamar Franco ir à PQP e recebeu como resposta, por escrito, o seguinte recado do então presidente: “Gostaria de saber o que aconteceria se a situação fosse inversa, ou seja, se esse indivíduo arrogante e elitista fosse presidente da República e alguém o chamasse disso. O senhor Luiz Inácio Lula da Silva me chamou de filho da p. Minha mãe se chamava Itália Franco. Mas, fosse eu efetivamente um filho da p., certamente teria pela minha mãe o mesmo amor filial”. Assim, quem começou essa baixaria foram os comunas, o ex-Luiz e intelectuais terroristas, sempre disfarçados. Quem planta, colhe.

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