Médicos fazem nova paralisação na cidade

Ato continua até nesta quinta-feira (26), quando nova assembleia decidirá os rumos do movimento

iG Minas Gerais | José Augusto |

UAIs ficaram cheia durante todo o dia de ontem devido à paralisação dos médicos
Moisés Silva
UAIs ficaram cheia durante todo o dia de ontem devido à paralisação dos médicos

Pela segunda vez em apenas um mês, os médicos de Betim, na região metropolitana, realizaram mais uma paralisação na cidade. Desde ontem, os trabalhadores estão atendendo apenas casos de urgência e emergência tanto no Hospital Regional quanto nas Unidades de Atendimento Imediato (UAIs). A paralisação continua até amanhã, e o atendimento à população será ainda mais prejudicado.

Segundo o diretor do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed), César Santos, o movimento aconteceu porque a prefeitura não respondeu às reivindicações da categoria. “Fizemos uma reunião no último dia 4, e o governo prometeu criar uma comissão para avaliar um reajuste nas gratificações dos médicos, entre outros pontos da pauta de reivindicações. Esperamos até hoje (ontem) e não obtivemos resposta de nada. Por isso, na assembleia geral, resolvemos paralisar o atendimento por 72 horas para ver se chamamos a atenção da prefeitura”, afirmou.

Ainda de acordo com ele, amanhã uma nova assembleia será realizada para decidir os rumos do movimento. “Queremos negociar, o governo é que não sinaliza para isso”, disse.

Nos dias 21 e 22 de maio, os médicos de Betim já tinham paralisado o atendimento durante 48 horas. Um mês depois, a categoria decide paralisar novamente.

Quem foi procurar atendimento em Betim sentiu a falta dos médicos. “Cheguei à UAI Sete de Setembro às 9h e só consegui ser atendida às 16h. É muito tempo de espera para quem está doente”, reclamou a balconista Rainy Kellen Cardoso.

Resposta

Em nota, a Prefeitura de Betim informou que “propôs ao Sindicato dos Médicos a criação de uma comissão, com membros do sindicato e do Executivo, para que seja feito um estudo sobre o impacto financeiro da concessão de aumento ou gratificação para a categoria. Após a conclusão, o estudo deverá ser apresentado à Junta de Execução Orçamentária e Financeira (Jeof) do município”. A prefeitura informou que aguarda resposta do sindicato.

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