Defesa envia ao STF relatório de piora em quadro de saúde de Genoino

Resultado do exame foi anexado ao pedido de prisão domiciliar que tramita no Supremo Tribunal Federal

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Defesa de Genoino envia novos exames ao STF para pedir regime domiciliar
Defesa de Genoino envia novos exames ao STF para pedir regime domiciliar

A defesa do ex-presidente do PT José Genoino anexou ao pedido de prisão domiciliar que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) um relatório médico dizendo que a saúde do condenado está piorando no presídio da Papuda.

Assinado pelo cardiologista Geniberto Paiva Campos, o relatório diz que entre os dias 21 de maio e 20 de junho o quadro clínico de Genoino piorou, que seus níveis de coagulação sanguínea estão fora do ideal e que, por isso, haveria risco do condenado sofrer um derrame cerebral.

O relatório também diz que Genoino está engordando cerca de 1 kg por semana na prisão e que o excesso de peso é prejudicial para seu quadro clínico, uma vez que o condenado é cardiopata e precisa controlar sua dieta. Por isso, o cardiologista defende que Genoino seja enviado de volta ao regime de prisão domiciliar para cuidar adequadamente de seu quadro clínico.

Julgamento

O pedido de prisão domiciliar feito por Genoino será analisado pelo plenário do Supremo nesta quarta-feira (25).

Advogado

Ao insistir que o pedido fosse avaliado pelo plenário da corte, o advogado de José Genoino, Luiz Fernando Pacheco foi expulso do plenário por Joaquim Barbosa, presidente do STF.

Após o incidente, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) disse que Barbosa cerceou o direito de defesa, foi arbitrário, autoritário e que nem mesmo a ditadura havia ido tão longe contra advogados. Um segurança do STF, por outro lado, afirmou que Pacheco estava embriagado e ameaçou o presidente enquanto era levado para fora do STF.

O pedido em nome de Genoino conta com parecer favorável do procurador-geral da República, Rogrigo Janot. Após o episódio da expulsão de Pacheco, Barbosa decidiu se afastar da relatoria do mensalão. Ele foi substituído por Luís Roberto Barroso, que solicitou a inclusão do caso de Genoino na pauta.

No dia 29 de maio, Barbosa antecipou sua aposentaria e anunciou que deixará o tribunal no final de junho. Barbosa deixa o cargo após 11 anos no tribunal e antes de completar o mandato de dois anos como presidente, que iria até novembro. Ele poderia continuar ministro até a aposentadoria compulsória, prevista para 2024, quando completará 70 anos de idade.

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