Adolescente baleado de raspão por PM está em casa e se recupera bem

Jovem foi atingido por um tiro de raspão no peito, na última quinta-feira, quando ia buscar a irmã na casa de uma colega; a Corregedoria da PM está apurando o caso

iG Minas Gerais | Bruna Carmona |

O adolescente de 15 anos baleado de raspão por um policial militar na última quinta-feira (19) já está em casa e se recupera bem. De acordo com o pai do jovem, Carlos Antônio da Silva, de 47 anos, ele teve alta no dia seguinte ao incidente e está tomando antibióticos, em repouso absoluto. “Ele está se recuperando, sentindo um pouco de dor no local onde tomou o tiro. Mas acho que vou ter que procurar um psicólogo, porque ele ainda está muito assustado”, conta o pai do garoto.

A Corregedoria da Polícia abriu processo para investigar o caso, mas segundo Silva, ele e o filho ainda não foi intimados para depor. No dia em que o adolescente foi hospitalizado. um militar esteve no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII para conversar com a família e disse ao pai do garoto que o processo na Corregedoria seria aberto porque é dever da PM apurar situações como esta.

Nesta quarta-feira (25), quando deve retornar à rotina normal, o pai do garoto afirmou que tomará as providências necessárias para acompanhar de perto a apuração do ocorrido. “Eu não vou deixar esse policial fazer isso com mais ninguém”, disse Silva. O resultado do inquérito sobre o caso deve sair na segunda quinzena de julho.

O caso

O incidente aconteceu no bairro Nova Vista, na região Leste de Belo Horizonte, quando o adolescente ia buscar a irmã mais nova, de 9 anos, na casa de uma colega. De acordo com a versão da Polícia Militar (PM), militares do 16º Batalhão estavam fazendo um patrulhamento na rua Porto Seguro quando encontraram o adolescente em "atitude suspeita". Um dos militares teria pedido para que ele parasse e colocasse as mãos na cabeça, mas a vítima, segundo os militares, teria colocado as mãos na cintura, como se estivesse procurando por uma arma.

Ainda na versão dos PMs, eles repetiram a ordem para o garoto colocar as mãos na cabeça e, como ele não obedeceu, um dos militares atirou, com medo de que a vítima pudesse sacar uma arma. O adolescente, no entanto, não estava com armas ou material ilícito.

A Corregedoria da Polícia Militar foi procurada pela reportagem de O TEMPO, mas ainda não comentou o caso.

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