Empresas britânicas se interessam em aplicar dinheiro no Brasil

Global Players Talk Show, evento que abriu a programação da agenda dedicada ao setor de tecnologia da informação (TI) e startups do Goal Belo 2014, reúne empreendedores de 12 países em Belo Horizonte

iG Minas Gerais | Thaís Pimentel |

Muitos investidores ainda ficam com o pé atrás em aplicar dinheiro no Brasil. A instabilidade do mercado, o pessimismo e o fantasma da inflação vêm assustando. Será que a 8ª economia deixou de ser a bola da vez? Grandes empresas britânicas pensam o contrário. “Se eu fosse um jovem empresário brasileiro, estaria animadíssimo com o cenário atual. O Brasil é visto lá fora como um lugar de grande potencial. Além disso, muitos países querem compartilhar ideias com os brasileiros. É o caso da Grã-Bretanha”, afirmou o presidente da Boeing UK, Sir Roger Bone.

Ele foi um dos integrantes do “Global Players Talk Show”, evento que abriu a programação da agenda dedicada ao setor de tecnologia da informação (TI) e startups do Goal Belo 2014, iniciativa que reúne empreendedores de 12 países em Belo Horizonte. “Claro que não é fácil ampliar os negócios para além do mercado doméstico. É preciso fazer aliados, conhecer a legislação local e a política de tributação. Aliás, ainda é muito difícil para mim entender como funciona a coleta de impostos por aqui”, riu o executivo.

Na plateia estavam jovens idealizadores, ansiosos por expandir seus negócios e debater novas formas de penetração no mercado externo. “A ideia é dar um norte às pessoas que querem empreender. É uma oportunidade para que haja uma troca de experiências. Já é um desafio criar e sustentar uma ideia no Brasil. Também é importante como isso funciona lá fora.”, disse um dos articuladores do encontro e dono da startup Beved, que fornece aulas de conteúdos diversos online, Mateus Montenegro.

O CEO do Samba Group, presidente da Associação Brasileira de Startups e co-fundador da Samba Tech, empresa que surgiu em Belo Horizonte e que trabalha com transmissão e armazenamento de vídeos na internet, Gustavo Caetano, é um caso de sucesso dentro e fora do país. “Nossa empresa já está em toda a América Latina. A expectativa é que a gente dobre o nosso faturamento esse ano”, comemora. Já o idealizador do Sympla, plataforma online de eventos, Rodrigo Cartacho, quer ampliar seus negócios por aqui mesmo.

“Não dá pra desprezar um mercado com 200 milhões de consumidores em potencial”, alega. Mas como expandir os negócios além das fronteiras do mercado doméstico?  J. J. Bowley, consultor de Transições e Desenvolvimento de Negócios da Babcock International, empresa de engenharia do Reino Unido, alega que são necessários dois pilares fundamentais.

“Primeiro é a clientela. Não importa o que os concorrentes ou a mídia digam sobre seus trabalho, a opinião dos clientes é o que realmente importa. Em segundo está a reputação. Uma boa imagem te aproxima de investidores e faz com que você tenha facilidade em instaurar o seu negócio”.

O evento, que aproveita a realização da Copa do Mundo para reuniu estrangeiros, decidiu começar com os britânicos por causa do jogo entre Inglaterra  e Costa Rica, que aconteceu ontem no Mineirão. O príncipe Harry chegou a dar o ar da graça no fim do evento, quando recebeu as camisas do Atlético, do Cruzeiro e do América das mãos do prefeito Márcio Lacerda.

Leia tudo sobre: Global Players Talk Show