Após transplante de coração, família torce para Arthur acordar bem

Arthur Senna, de 16 anos, está sedado e internado no CTI do Hospital das Clínicas; ele estava internado desde o dia 13 de junho, à espera de um coração

iG Minas Gerais | Luciene Câmara |

BH. Arthur Senna está internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital das Clínicas desde 13 de junho
Crédito: Jener Senna / Acervo P
BH. Arthur Senna está internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital das Clínicas desde 13 de junho

Depois de cerca de seis horas de cirurgia e várias paradas cardíacas, o menino Arthur Senna, de 16 anos, permanece sedado e internado em estado crítico no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital das Clínicas, em Belo Horizonte. A informação é da coordenadora do Programa de Transplantes do Coração do hospital, a cardiologista Maria da Consolação Vieira Moreira. Segundo ela, essas primeiras horas são de muito risco e vão dizer como o garoto vai reagir ao procedimento. 

Arthur estava internado desde o último dia 13, à espera de um coração. Na fila nacional por doação, devido à gravidade do caso, ele era considerado prioridade. Aos 8 anos, recebeu o diagnóstico de miocardiopatia dilatada. O pai de Arthur, Jener Barbosa de Senna Jeronymo, de 49 anos, disse que o momento é de torcida para que o menino se recupere. “Estamos em uma corrente de pensamentos para que ele acorde bem”, disse o pai.

Ele passou a noite no hospital e informou que a cirurgia, que começou às 21h, se estendeu até a madrugada desta terça-feira (24). A cardiologista disse ainda que Arthur teve várias paradas cardíacas antes da cirurgia e que ele estava muito debilitado, em estado urgente. “Ou ele transplantava ou morria”, relatou a médica.

O pai contou ainda que, em determinado momento, os médicos disseram que ou o garoto reagia ou não teria mais jeito. “No último minuto do segundo tempo, ele saiu dessa. Mais um sinal de ele quer muito viver”, disse o pai, otimista. A cardiologista informou ainda que sedar o paciente é um procedimento normal no pós-operatório e que vai durar o tempo necessário, de acordo com as reações de Arthur. A rejeição ao novo órgão não é preocupação, segundo ela, já que há remédios modernos que tratam disso.

Doador

As informações sobre o doador são mantidas em sigilo. Maria da Consolação disse apenas que seria uma pessoa na faixa dos 30 anos. A família soube ainda que o doador seria de Minas e teria sido atendido no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII.