Ingleses conformados e iranianos 'perdidos' tiveram mesmo destino

Mistura de nações marcou novamente saída do Mineirão após último jogo da primeira fase no estádio de BH

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

A decepção inglesa parecia ter logo desaparecido assim que a primeira cerveja chegou à mesa de Trevor Mick e de seus dois amigos na praça da Savassi. Presente nas últimas três Copas do Mundo, ele se dizia triste com o que o ‘english team’ mostrara dentro de campo.

“Para o jogo desta terça-feira, contra a Costa Rica, tivemos nove mudanças. É hora de jogadores mais novos terem chances no time. Mas o técnico pode ser mantido”, destaca o torcedor, natural da cidade de Derby. “Meu time já é ruim. A seleção também não ajuda. Só tentando aproveitar mesmo para esquecer tudo que eles me dão”, brinca o inglês.

Ele e os amigos vieram, de carro, do Rio de Janeiro, para Belo Horizonte. A confiança em uma boa campanha da Inglaterra era tanta, que eles já estão garantidos nos jogos de oitavas de final, em Recife, e quartas, em Fortaleza. “Agora teremos que escolher um outro time para torcer”, indica, sem muita definição de quem irá apoiar, a partir de agora.

Irã, México e EUA unidos

Na saída do Mineirão para a Savassi, Tom e Ayman Shirzad, pai e filho, tentavam obter informações para chegar a uma das áreas boêmias de Belo Horizonte, ao lado de Sam, tio de tom.

O trio mora na Califórnia, nos EUA, e tem descendência iraniana. Ayman possui, ainda, nacionalidade mexicana. Com a ajuda de alguns presentes no ônibus, não foi difícil para eles obterem informações de como chegar ao destino de tantos gringos que visitam Belo Horizonte durante a Copa do Mundo.

No trajeto, a reportagem também entrou na conversa e pôde saber um pouco das impressões dos norte-americanos, representantes do país que mais ‘invadiu’ o Brasil durante o Mundial.

“A cidade parece limpa e segura. Mas ouvi dizer que não é assim sempre. A Copa do Mundo faz importantes mudanças, não é mesmo”, indaga Tom.

Recém-chegados do Rio de Janeiro, eles já se preparam para ir para Brasília, para acompanhar o jogo entre Portugal e Gana. De lá, rumarão, de ônibus, para São Paulo, já de volta para casa.

As duas semanas no Brasil serão inesquecíveis para o trio, que acredita em uma Holanda campeã e uma surpreendente Colômbia incomodando os grandes. “Brasil e Argentina estão inconstantes. Não acredito que chegarão até o final”, projetam.