Em jogo de despedida da Copa, Cuiabá recebe invasão colombiana

Sul-americanos, que verão seleção enfrentar o Japão, reclamaram dos preços das passagens de avião e preferiram ônibus e carros alugados

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

Ricardo Corrêa/Webrepórter
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Pelo menos 30 mil estrangeiros são esperados em Cuiabá para o jogo desta terça-feira (24) entre Japão e Colômbia, pela última rodada do Grupo C. O jogo marca a despedida da capital mato-grossense da Copa do Mundo.

Os colombianos, que compraram metade dos 40 mil ingressos colocados à venda, começaram a desembarcar em grande número na cidade desde o final de semana.

A maioria veio em ônibus ou carros alugados, para economizar. "O preço das passagens de avião está um absurdo", justificou Cesar Augusto Rivas, engenheiro civil de 30 anos que chegou à cidade na segunda (23).

Há também aqueles que evitaram os aeroportos para viver uma aventura pela América do Sul. Morador de Cartagena de Índias, Luiz Eduardo Escobar, 41, veio de moto.

"Foram 37 dias na estrada, 8.592 quilômetros. Deu tudo certo e estou muito emocionado em estar aqui", disse o torcedor, que é professor de inglês.

Outro motociclista colombiano, José Luiz Perez Reina, 31, venceu 7.500 quilômetros desde Mocoa, capital do departamento de Putumayo, ao longo de 15 dias.

Diz que a viagem ficou mais cara do que se tivesse vindo de avião. "A moto é para só uma pessoa, então o combustível, hospedagem e a alimentação você não divide com ninguém. Mas valeu pela aventura e pela liberdade. Não me arrependerei nunca".

Vindo de Los Angeles, onde vive há 26 anos, o gerente Héctor Biseno, 43, chegou a Cuiabá no domingo (22). Hospedado em um camping com outros 40 colombianos, ele elogiou a hospitalidade brasileira.

"Estamos sendo muito bem tratados e as cidades são todas muito bonitas: Brasília é fantástica, o Rio é tremendamente extraordinário. E, em Cuiabá, temos a natureza, fauna e flora, paisagens exóticas, tudo muito lindo", elogiou.

Com a Colômbia já está classificada para a próxima fase, muitos torcedores preferiram seguir direto para o Rio de Janeiro, onde o time deve disputar as oitavas de final.

O técnico de áudio Edgar Rincón, 35, que nasceu em Cáli e vive na Austrália, disse que "não perderia o jogo de hoje por nada".

"Estamos há 16 anos fora de um mundial e cada partida vale muito. Mesmo estando classificados, ir a um estádio cheio de colombianos em outro país é sempre lindíssimo".

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