Fifa admite erro em tira-teima de gol do Brasil, mas não se desculpa

Replay da jogada, exibido para o mundo todo, mostra a linha do impedimento traçada sobre o último zagueiro africano, e não na linha da bola

iG Minas Gerais | Folha Pres |

Com o erro, o tira-teima mostrou o centroavante Fred em posição de impedimento na hora do gol
Jeferson Bernardes/ Vipcomm
Com o erro, o tira-teima mostrou o centroavante Fred em posição de impedimento na hora do gol

A Fifa admitiu nesta terça-feira (23) que errou no tira-teima do terceiro gol brasileiro na vitória por 4 a 1 sobre Camarões, na segunda (23). No entanto, a entidade não pediu desculpas pela falha.

O replay da jogada, exibido para o mundo todo, mostra a linha do impedimento traçada sobre o último zagueiro africano, e não na linha da bola, como deveria ter sido feito em respeito às regras do futebol.

Assim, o tira-teima da Fifa mostrou o centroavante Fred, autor do gol, em posição de impedimento na jogada. Outro tira-teima, mostrado pela Globo apenas para o Brasil após a partida, mostra o brasileiro em posição legal.

"Discutimos isso com a equipe de produção porque a linha foi traçada erradamente. Foi uma decisão rápida. Erros podem acontecer", disse o diretor de TV da Fifa, Niclas Ericson. O erro na marcação do impedimento da geração internacional de imagens de TV foi duramente criticada no ar pelo narrador da Globo Galvão Bueno. Ele fez seguidas vezes questão de ressaltar que a emissora não poderia mostrar o seu tira-teima com a partida em andamento por "questões contratuais".

Apesar de admitir o erro, Ericson se negou a pedir desculpas pela falha, que poderia passar ao mundo à imagem de que a seleção brasileira teve um gol ilegal confirmado e foi beneficiada pela arbitragem.

"O apoio das imagens de TV serve apenas para o telespectador. Se a informação não está amplamente correta, ela será corrigida pelos comentaristas. Mas estamos trabalhando para que esse tipo de falha seja evitado", completou.

O sistema de tira-teima das transmissões da Fifa não é automático, ou seja, é passível de erro humano. A própria entidade admitia já no início da Copa que ele não tinha 100% de precisão.

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