Criança de 5 anos fuma cigarro de maconha oferecido pelos primos em MG

Menino foi socorrido pela mãe e por policiais e não corre risco de morte; vizinhos afirmam que família, que seria de Belo Horizonte, é responsável pelo tráfico na região

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Uma criança de apenas 5 anos que passou mal após fumar um cigarro de maconha em Dores do Indaiá, na região Centro-Oeste de Belo Horizonte, já recebeu alta médica e passa bem. A informação foi confirmada na manhã desta terça-feira (24) pela Santa Casa de Dores do Indaiá. O menino consumiu a droga que teria sido oferecida por dois primos e um vizinho.

De acordo com o boletim de ocorrência da Polícia Militar, no último sábado (21), a mãe da criança contou que chegou em casa, localizada na rua Cassimiro de Abreu, no bairro São Sebastião, e encontrou o filho vomitando. Em seguida, o menino contou que tinha fumado um cigarro de maconha.

A dona de casa acionou os militares e a vítima contou a mesma história para os policiais. Na casa em que a família mora foram encontrados resquícios da droga e plásticos que serviam para embalar os entorpecentes.

A criança foi socorrida e encaminha ao Pronto Atendimento (PA) Municipal de Dores do Indaiá onde foi diagnosticado pelo médico, segundo a polícia,  com hiperemia ocular, que foi ocasionada pelo vômito. O garoto ficou em observação e, após ser medicado, recebeu alta no mesmo dia.

O adolescente A.K.J.S.S, de 16 anos, Vinícius Márcio Santos Silva, de 18, primos da criança, e o vizinho, Wivison Júnior Martins da Costa, também de 18, foram detidos e levados para a Delegacia de Bom Despacho.

Família 'perigosa'

De acordo com vizinhos, o bairro ficou mais perigoso depois da chegada da família que, segundo populares, é responsável pelo tráfico de drogas na região. “Eles saíram de Belo Horizonte e moram na cidade há seis anos. São conhecidos como a 'família 21' pelo tanto de gente que vive na casa”, contou uma moradora que pediu para não ter o nome divulgado.

Ainda segundo ela, até uma idosa de aproximadamente 65 anos chegou a participar do tráfico. “Ela morreu há pouco tem, mas a polícia chegou a achar drogas no lenço que ela usava na cabeça e na cadeira de rodas que usava para se locomover. Depois que eles vieram para o bairro temos medo até de sair à noite”, desabafou a dona de casa. 

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave