Dilma ataca gestões tucanas

Presidente usa evento para destacar programa do PT e contrapor sua administração à dos adversários

iG Minas Gerais |

Inédito. Essa foi a primeira visita de Dilma Rousseff ao Estado do Amapá desde que foi eleita presidente
Roberto Stuckert Filho / PR
Inédito. Essa foi a primeira visita de Dilma Rousseff ao Estado do Amapá desde que foi eleita presidente

Macapá. Em sua primeira visita ao Amapá desde que assumiu a Presidência da República, a presidente Dilma Rousseff entregou ontem 2.148 moradias do Minha Casa, Minha Vida na periferia da capital, Macapá. Dois dias após a convenção nacional do PT, que confirmou sua candidatura à reeleição, a presidente usou o programa habitacional para atacar a oposição, prometeu lançar a terceira etapa do Minha Casa nos próximos dias e reforçou o discurso de que o país tem “muito” ainda para avançar.

“O Minha Casa, Minha Vida é o maior programa habitacional que o Brasil já fez em qualquer momento. Acabamos com esse apagão habitacional que existia no Brasil”, discursou Dilma. “No passado, não se dava importância à casa própria. Ou então não tinham dinheiro para dar importância, também pode ser isso. O Minha Casa, Minha Vida é uma decisão de transformar os impostos pagos por todos os brasileiros em casa própria”.

Em uma outra alfinetada à oposição, Dilma disse que o programa constrói casas e “novos sonhos” que não puderam ser sonhados “até um tempo atrás”, repetindo estratégia empregada em eventos políticos de contrapor a gestão atual com o “passado” dos tucanos.

Sobre a terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida, prometida pela própria presidente para o final de maio, Dilma disse que a nova fase deverá ser anunciada “entre os dias 1º e 2”, mas não especificou o mês – provavelmente julho. “Quem não teve ainda acesso à casa própria, pode ficar tranquilo, vamos lançar nacionalmente ou no dia 1° ou no dia 2, e isso vai ser muito importante porque as pessoas que não tiveram acesso à casa própria vão ter essa oportunidade”, comentou.

Dilma adiou o anúncio da terceira etapa após o presidente nacional do PSB e pré-candidato do partido à Presidência da República, Eduardo Campos, prometer construir 4 milhões de casas populares em quatro anos. Em seu discurso, Dilma também afirmou que não vai “recuar” do esforço de levar a “todos os brasileiros e brasileiras” as mesmas oportunidades.

De volta a Brasília por volta das 15h30, a presidente preferiu acompanhar a partida entre Brasil e Camarões – disputada no Estádio Mané Garrincha – em sua residência oficial.

Vaias e críticas

Cinco vezes. Pivô de uma crise entre o diretório estadual do PT no Amapá e a direção nacional do partido, o senador José Sarney (PMDB-AP) foi vaiado cinco vezes ontem ao participar do evento em Macapá ao lado de Dilma.

Indireta. Sarney também recebeu críticas indiretas do governador do Amapá, Camilo Capiberibe (PSB), que tenta garantir o apoio do PT à sua reeleição.“É preciso reverenciar os que ousaram lutar. A senhora (Dilma) é um exemplo. Lutou e pagou um preço alto. Existem aqueles que se aliaram aos ditadores. Não podemos esquecer, o Brasil não pode esquecer, pois senão poderemos voltar a viver aqueles anos tristes”, disparou o governador. Sarney apoiou o regime militar.

Europa

Imprensa. Sites de notícias europeus deram destaque à convenção do PT que oficializou a candidatura de Dilma à reeleição. O espanhol “El País” afirmou que Dilma quer dar “mais futuro” ao Brasil.

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