Marcação forte e ótimo passe: Brasil não terá moleza A seleção vem, e torcedores vão

O Chile não costuma surpreender a seleção brasileira em Copas do Mundo, porém, diferentemente das vezes anteriores, a equipe montada por Jorge Sampaoli parece ser uma forte adversária

iG Minas Gerais |

Alexis Sánchez, além da obediência tática, pode surpreender individualmente
MARCOS BEZERRA/estadão conteúdo
Alexis Sánchez, além da obediência tática, pode surpreender individualmente

Historicamente, o Chile não costuma surpreender a seleção brasileira. Somente em Copas do Mundo, foram três confrontos, todos com vitória do Brasil. São 11 gols marcados e apenas três sofridos. O Brasil venceu o Chile na semifinal em 1962, quando eles sediaram o torneio, nas oitavas em 1998 e em 2010. Porém, diferentemente das vezes anteriores, a equipe montada por Jorge Sampaoli parece ser a mais forte no caminho brasileiro.

Ano passado, por exemplo, Brasil e Chile jogaram duas vezes. A primeira foi no Mineirão, em abril, local do duelo de sábado. O amistoso terminou empatado em 2 a 2, mas foi disputado apenas com jogadores que atuavam no continente sul-americano. Já em novembro, o jogo aconteceu no Canadá, e o Brasil venceu, por 2 a 1, em jogo bastante equilibrado.

O sistema de marcação da seleção chilena impressiona. Mesmo quando está no campo de ataque, até cinco jogadores pressionam a saída de bola do time adversário. São 35 desarmes certos em três partidas, o que faz do Chile um dos times mais eficientes nesse quesito, com 88% de aproveitamento.

Além da forte marcação, outra característica marcante da equipe é a troca de passes. São mais de 1.700 passes, o que faz o Chile aparecer na segunda posição entre os 32 participantes do Mundial, atrás apenas da Espanha, maior especialista em trocar passes do futebol atual.

Junto com a forte marcação e a troca de passes está a velocidade. É aí que entra a importância de quatro jogadores fundamentais para o funcionamento do time. O volante Aranguíz, o meia Vidal e os atacantes Sánchez e Vargas fazem exatamente o que pede o treinador e ainda têm qualidade para surpreender, seja com um drible ou um passe inesperado. Tanto que o Chile tem bom índice de aproveitamento, com um gol marcado a cada cinco chutes. Com tantas qualidades, os chilenos não vão ser a presa fácil de outras edições da Copa do Mundo, mas o Brasil ainda é o favorito para avançar às quartas de final.

A seleção vem, e torcedores vão  

A turma de amigos chilenos não acreditava que a seleção de seu país chegasse às oitavas de final da Copa e, por isso, planejou a viagem de volta para casa mais cedo. Depois de assistirem aos jogos do Chile contra a Austrália, em Cuiabá, e contra a Espanha, no Rio, eles estiveram ontem na Fan Fest de Belo Horizonte, de onde acompanharam a derrota do Chile para a Holanda, que definiu a segunda colocação no grupo B.

Eles, no entanto, não vão ficar na capital mineira para ver o duelo de oitavas de final. “Temos que voltar para trabalhar”, ressaltou Francisco Arlegui, acompanhado dos amigos Esteban Lopez e Roberto Velasquéz. Belo Horizonte tem sido frequentada por muitos chilenos ultimamente por causa da presença da seleção na cidade, que treina na Toca da Raposa II.

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