Capitais viram palco de novos protestos, mas com baixa adesão

São Paulo, Rio e Porto Alegre e Brasília tiveram atos

iG Minas Gerais |

Sul. Nas ruas de Porto Alegre, manifestantes contrários à Copa caminharam gritando palavras de ordem
CARLOS EDUARDO DE QUADROS /FOTOA
Sul. Nas ruas de Porto Alegre, manifestantes contrários à Copa caminharam gritando palavras de ordem

São Paulo. Capitais brasileiras se uniram ontem em atos para protestar contra a Copa do Mundo no país. Entretanto, ao contrário das manifestações do ano passado, as deste ano estão ocorrendo com adesão menor que o esperado.

O ato antiCopa que aconteceu na avenida Paulista, na região central de São Paulo, teve um princípio de tumulto no início da noite. A confusão aconteceu após a detenção de um manifestantes quando o grupo se preparava para encerrar o protesto, perto da praça do Ciclista.

Outros manifestantes se revoltaram com a detenção e protestaram em torno dos policiais, que fizeram um cordão de isolamento. Testemunhas disseram que, durante a confusão, policiais civis chegaram a apontar uma arma contra o grupo e fez dois disparos.

O manifestante em questão era Rafael Marques Lusvarghi, 29, segundo o G1. O jovem foi detido em ato no dia da abertura da Copa. Na ocasião, ele recebeu um jato de spray de pimenta nos olhos após estar rendido.

O protesto começou por volta das 15h e reuniu em torno de 200 pessoas, segundo a PM. Policiais acompanharam a passeata e chegaram a fechar o acesso de algumas ruas para evitar a mudança de direção do ato. O ato foi organizado pelo “Se Não Tiver Direitos Não Vai Ter Copa” e durou até as 19h10.

Pelas ruas centrais de Porto Alegre, manifestantes contrários à Copa caminharam gritando palavras de ordem. Não houve depredações como no dia da abertura do Mundial, quando alguns dos 600 manifestantes apedrejaram vidraças, derrubaram placas de sinalização de trânsito, viraram contêineres de lixo nas ruas e depredaram bancas de revistas.

Convocado pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público, o protesto de ontem reuniu menos gente do que o previsto. Dos 26 mil convidados, mil confirmaram presença e apenas 120 compareceram.

No Rio de Janeiro, professores e profissionais de educação das redes municipal e estadual, em greve desde o dia 12 de maio, se uniram à manifestação em Copacabana, que pediu o fim da violência policial nas favelas. Cerca de 300 pessoas participaram.

Já em Brasília, um ato que terminou antes do início da partida entre Brasil e Camarões reuniu cerca de 60 pessoas, segundo a PM.

Ato por Karinny, da Mídia Ninja

Acontece hoje, às 15h, um ato contra a prisão de Karinny de Magalhães, da Mídia Ninja, no Sindicato dos Jornalistas de Minas, no Centro de BH. A repórter diz ter sido agredida pela PM no último dia 12, antes de ser presa. Ela foi liberada.

Reunião sobre sábado

Está marcada para as 19h de amanhã, na praça da Estação, no Centro, a Assembleia Popular Horizontal que deve decidir os rumos da manifestação agendada na capital mineira neste sábado, dia de jogo entre Brasil e Chile, no Mineirão.

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