Demora e má qualidade dos ônibus de Caeté revoltam moradores

Após anos pegando ônibus sujos e lotados, moradores afirmam que Move fez com que os horários de linhas fossem reduzidas

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Ônibus lotados e em péssimas condições de conservação são alguns dos problemas vividos diariamente por moradores de Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte, que trabalham na capital mineira. Porém, desde a implantação do Move, a situação se tornou ainda pior, já que, segundo denúncia feita ao jornal O TEMPO, os horários foram reduzidos para adaptar ao novo sistema de transporte rápido.

Mauro Nonato do Nascimento, de 47 anos, que trabalha nos Correios, é um dos atingidos pelos problemas no transporte coletivo da cidade. Ele pega diariamente as linhas 4810 e 4800 para ir e voltar do trabalho. "A gente sempre conviveu com os veículos precários, sempre sujos, mal conservados e, principalmente, lotados. O problema é que depois do Move a gente passou a pegar ele na Estação São Gabriel e reduziram o número de veículos. Outro dia peguei o ônibus de 21h30 e não cabia mais ninguém dentro", denuncia. 

Ele alega que sempre entra em contato com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e com a ouvidoria do Estado, sendo que nada mudou nos últimos anos. "A gente sempre pegava os ônibus lotados, com gente na escada, no para-brisa, não dá nem para mexer. Mas agora com essa redução a situação está inaceitável, por isso resolvi procurar a imprensa, após  ouvir muitas reclamações de todos dentro do ônibus", disse Nascimento. 

As linhas passam diariamente pela BR-381, mais conhecida como rodovia da morte, sendo que na maioria das vezes está superlotado e com todos os passageiros sem cinto de segurança. "A gente corre risco de vida todos os dias. Já ouvi de motoristas que já aconteceu de veículos perderem o freio. Como esses ônibus podem passar pelo posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) sem nunca serem parados?", questionou o passageiro.

A Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop) foi procurada pela reportagem, porém, devido ao feriado de Corpus Christi e ao jogo do Brasil na Copa do Mundo, nesta segunda-feira (23), ainda não foi possível levantar as informações necessárias para se posicionar sobre a denúncia. 

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