Gana nega ter aceitado fraudar resultados; Fifa promete investigação

Jornal Britânico Daily Telegraph publicou, nesta segunda-feira, resultado de seis meses de apuração de provável esquema de manipulação de placares

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

A Associação de Futebol de Gana (GFA) negou que aceitaria participar de um esquema de manipulação de resultados em partidas amistosas e cobrou uma investigação judicial contra os dois dirigentes ganenses que estariam envolvidos na fraude.

A federação do país africano foi alvo de investigações cujos resultados foram publicados nesta segunda-feira (23) pelo jornal britânico "Daily Telegraph". Durante seis meses, repórteres se passaram por empresários que desejavam realizar partidas com placares arranjados.

A proposta formulada pelos jornalistas disfarçados de empresários era para a realização de amistosos que renderiam cada um cerca de R$ 400 mil para a entidade. O esquema, que beneficiaria redes de apostadores, previa a escalação de árbitros "colaboradores" da empresa.

Segundo o jornal, o presidente da GFA, Kwesi Nyantakyi, aceitou conhecer os fraudadores a convite do agente Fifa Christopher Forsythe, e de Obede Nketiah, figura forte na associação ganense. Foi nesse encontro que haveria sido definido um acordo para a organização das partidas manipuladas.

"O contrato até hoje não foi assinado. Foi o que eu disse a eles. Se eu tivesse concordado com isso, teria assinado o contrato, não?", defendeu-se Nyantakyi.

O presidente disse ainda, via nota oficial, que nunca foi avisado de que a proposta existente era para manipular resultados. "Eles apresentaram uma oferta de compra dos direitos [de organização] dos amistosos. Entendi, pelo contexto, que era como a Kentaro costumava fazer com os jogos do Brasil."

Nyantakyi cobrou também uma investigação séria contra Forsythe e Nketiah sobre a tentativa de fraude.

Após tomar conhecimento do teor da reportagem, a Fifa informou que sua divisão de segurança irá conversar com dirigentes ganenses sobre o caso.

"A integridade da Copa do Mundo não foi corrompida, mas levamos muito a sério a credibilidade do futebol", disse a porta-voz da entidade, Delia Fischer.

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