'Daria a vida pela seleção dentro e fora de campo', desabafa Maradona

Ex-craque não gostou de declaração feita pela família Grondona, do presidente da AFA, e rebateu por meio de carta aberta

iG Minas Gerais | FOLHAPRESS |

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Reprodução/Facebook
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Ainda incomodado por ter sido chamado de pé-frio pela família Grondona, Diego Maradona leu uma carta aberta para Julio Grondona, presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino), em seu programa "De Zurda", transmitido pela estatal venezuelana TeleSur durante a Copa do Mundo. No sábado (22), após a vitória da seleção argentina sobre o Irã, por 1 a 0, o cartola disse que o gol de Messi só saiu depois que o ex-jogador havia deixado o Mineirão. Chamou Maradona de "mufa" (pé-frio, em espanhol). As declarações foram espalhadas pelo filho do dirigente, Humberto, no Twitter. À noite, no mesmo dia, Maradona havia respondido a Grondona ao vivo na TV e feito um gesto obsceno para ele. No programa deste domingo (23), leu uma carta. "Os rapazes que vão a campo representando a seleção argentina não são 11 desconhecidos. São meus amigos, são meus irmãos e quem me conhece bem sabe disso. Pelo meu país, pela minha família, pelos meus amigos dou a vida e jamais lhes desejaria uma desgraça. Tem de ser muito perverso para afirmar o contrário. Eu daria a vida pela seleção argentina dentro e fora de campo", desabafou o ex-meia. A resposta aconteceu no mesmo dia em que era comemorado o aniversário da partida das quartas de final da Copa de 1986 contra a Inglaterra, quando Maradona fez o gol que ficou conhecido como "mão de Deus". Deu um soco na bola dentro da área e o juiz não viu. Minutos depois, anotou um dos mais belos gols da história dos Mundiais, ao arrancar do campo de defesa e ir driblando ingleses até chutar para a rede. "Tornozelos inchados, unhas encravadas, lágrimas de alegria e tristeza esportiva são os troféus que levanto, porque o talento não pode ser manchado. A magia de uma pessoa como Messi é indiscutível e não é produto de um pé-frio. Não é produto da sorte porque se falamos de sorte, eu sou um tipo afortunado. Sinto o carinho do povo, esse mesmo povo que me amou como jogador e segue me amando", concluiu Maradona.