A reencarnação foi ensinada por papas, e está no Decálogo

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A reencarnação pertencia ao cristianismo primitivo. Só no Concílio Ecumênico de Constantinopla (553) é que foi condenada. Aliás, foi condenada a preexistência bíblica do espírito, que ensina que o espírito já existe quando acontece a concepção do feto. “Antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e antes que saísses da madre, te consagrei e te constituí profeta às nações” (Jeremias 1:5). Não existe reencarnação sem a preexistência. E se entendeu que ela foi também condenada. Eugênio IV (papa de 1431 a 1447) e Nicolau V (papa de 1447 a 1455) ensinaram descoberta pelo sábio cardeal italiano de Cusa (1401 a 1464) (Meu livro “A Reencarnação na Bíblia e na Ciência”, 8ª edição, página 172, Ed. EBM, SP). Também o papa são Gregório Magno (papa de 590 a 604) a defendeu (Idem e “Patologia Latina”, V. 76, Col. 1.100, Homilia 7, “In Evangelio”, citação de Carlos Torres Pastorino, em “Sabedoria do Evangelho”, volume 4, página 120). Para ele, João Batista é reencarnação de Elias (Malaquias 3:1; e 4:5; Mateus 11:14; e Mateus 17:13). E ele diz que o Batista nega ser Elias (João 1:21), mas Jesus afirma que seu precursor é Elias e que já tinha vindo e o haviam degolado (Mateus 17: 12). Para esse papa, foi como pessoa (personalidade particular de cada reencarnação do espírito) que o Batista negou ser Elias. De fato, geralmente, não nos lembramos das vidas passadas (Jó 8:9). E continua o papa Gregório: é como espírito ou individualidade (a personalidade geral da psicologia transpessoal de hoje), que animava sua pessoa, que João era o Elias que viveu no tempo do rei Acab, no século IX antes de Cristo (papa são Gregório Magno, Homilia 7, “Patologia Latina”, V. 76, Col. 1.100, citação de Pastorino, em “Sabedoria do Evangelho, volume 3, página 21). E o Decálogo (Os Dez Mandamentos) traz: “sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, ‘na’ terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem...” (Êxodo 20: 5; e 34:7), ou seja, nos netos e bisnetos, quando o avô e o bisavô, geralmente, já se desencarnaram, e então o espírito do avô ou do bisavô já pode voltar reencarnando num neto ou bisneto, pagando ele próprio os seus pecados cometidos no passado. Realmente, os espíritos reencarnam muito nos seus familiares e descendentes. Mas os tradutores dogmáticos falsificaram a Bíblia. E, no lugar da preposição “em” mais o artigo feminino a (na), puseram a “até”, ridicularizando, assim, a justiça divina, pois fazem os espíritos pagarem pecados de outros. Tenho a tradução correta de João de Almeida, de 1937, com “na”. Mas, posteriormente, como o espiritismo cresceu muito e pôs em destaque essa preposição (no hebraico “al”), a qual lembra a reencarnação, os tradutores falsificaram a tradução. A “American Bible Society”, a tradução para o esperanto do dr. Zemenhof (“en la tria kaj kvara generacio”), e a Vulgata Latina de são Jerônimo (“in tertiam et in quartam generationem”) são fiéis à preposição hebraica “al” (sobre), que significa também “em”. Devemos respeitar o cristianismo dogmático dos teólogos, mas o verdadeiro é o bíblico reencarnacionista! Na TV Mundo Maior, canal aberto e a cabo em algumas regiões, por parabólica digital e www.tvmundomaior.com.br, o “Presença Espírita na Bíblia”, com Celina Sobral e este colunista, às 20h das quintas-feiras, e às 23h dos domingos etc (ver a grade de programação). Perguntas e sugestões: presenca@tvmundomaior.com.br.

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