Queimadura de sol na infância aumenta risco de câncer de pele

Pesquisa feita nos Estados Unidos faz alerta para que pais protejam seus filhos

iG Minas Gerais | Anahad O’connor |

Estudo. Mulheres expostas em excesso ao sol tinham mais do que o dobro do risco de desenvolver câncer de pele
Chip Litherland/The New York Times - 11.6.2011
Estudo. Mulheres expostas em excesso ao sol tinham mais do que o dobro do risco de desenvolver câncer de pele

Nova York, EUA. O risco de desenvolver a forma mais mortal de câncer de pele (melanoma) pode estar ligado diretamente à exposição ao sol na infância, sugere um novo estudo feito nos Estados Unidos.

A pesquisa constatou que mulheres que tiveram pelo menos cinco queimaduras solares com bolhas durante a adolescência tinham uma probabilidade maior de desenvolver qualquer uma das três formas principais de câncer de pele. Porém, o risco era particularmente alto para o melanoma, que mata perto de 8.800 norte-americanos por ano. No Brasil, o câncer de maior incidência é o de pele não melanoma, correspondendo a 31,5% – ou 182 mil novos casos – de todos os tumores malignos previstos para 2014.

Mulheres expostas de forma consistente a quantidades elevadas de radiação ultravioleta quando adultas não apresentaram risco aumentado para o melanoma. Porém, tinham mais do que o dobro do risco de desenvolver carcinoma de células escamosas e basais, as duas formas mais comuns e menos letais do câncer de pele.

Publicadas em “Cancer Epidemiology, Biomarkers and Prevention”, as constatações foram baseadas na análise de 109 mil mulheres brancas acompanhadas durante 20 anos como parte do Estudo de Saúde de Enfermagem II, em âmbito nacional nos EUA. Ao longo do estudo, as mulheres relataram de forma rotineira o histórico médico, além de informações sobre o uso de bronzeamento artificial, queimaduras de sol ou manchas na pele.

A descoberta sugere que os pais devem tomar bastante cuidado com a proteção dos filhos a queimaduras e à exposição crônica, disse Abrar A. Qureshi, um dos autores do estudo e diretor do setor de dermatologia da Faculdade de Medicina Warren Alpert da Universidade Brown. “No caso do melanoma, não estamos descontando a exposição de adultos, mas a exposição na infância e adolescência parece ser um fator muito importante”, explicou.

“Isso não quer dizer que você não precisa mais se preocupar se tomou cuidado nos primeiros anos de vida”, Qureshi acrescentou, porque exposição solar em demasia em qualquer idade está associada ao risco aumentado de outras formas de câncer de pele.

Flash

Proteção. Os altos índices de câncer de pele se explicam pelo excesso de exposição ao Sol. A forma de prevenção é simples: uso regular de protetor solar e evitar exposição ao sol das 10h às 16h.

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