Estratégias para candidatos

Presidenciáveis, Dilma e Aécio traçam caminhos para quando a corrida eleitoral começar pra valer

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Paz e amor. Orientação a Dilma Rousseff é só responder ataques quando necessário
Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Paz e amor. Orientação a Dilma Rousseff é só responder ataques quando necessário

A menos de um mês para o início oficial do período eleitoral, os presidenciáveis Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) estão colocando em prática uma nova estratégia para reverter pontos considerados negativos e surgidos após o clima de disputa ganhar fôlego no país.

Desde a última terça-feira, a petista e o tucano reforçaram o tom dos ataques, o que, segundo integrantes das campanhas dos dois pré-candidatos, já é reflexo dos resultados das pesquisas eleitorais que mostram o crescimento dos nomes da oposição.

Agora, contudo, Dilma somente irá elevar o tom e atacar Aécio quando for muito necessário e apenas quando seus coordenadores de campanha acreditarem que é fundamental uma resposta. Não por acaso, o PT decidiu mudar a “estratégia do medo” nas propagandas da TV e do rádio. As declarações mais enfáticas ficarão a cargo, principalmente, do ex-presidente Lula, que deve ocupar o dobro do tempo de Dilma nas novas inserções.

O direcionamento foi dado por Lula durante a sua última visita a Belo Horizonte, no fim de maio. Na ocasião, ele afirmou que agora era a vez da “Dilminha paz e amor”.

“A nossa tática na televisão será mostrar os programas de governo. Essa coisa de ficar atacando demais a gente deixa para quem não tem propostas. As pesquisas mostram que Dilma está estabilizada na liderança, mas ela só vai se pronunciar sobre os ataques que precisarem de respostas. A equipe de campanha é que vai direcionar isso”, explica o presidente do PT de Belo Horizonte, deputado federal Miguel Corrêa.

Entre os tucanos, a avaliação é outra. Eles acreditam que a postura de Aécio tem sido correta e em tom “certeiro”. “Ele manteve coerência com o que foi planejado desde o início da pré-campanha e a tática será mantida”, garante o presidente do PSDB de Minas e nome próximo ao senador mineiro, Marcus Pestana.

Do ponto de vista dos tucanos, a pré-campanha conseguiu alcançar, “antes mesmo do esperado”, seu objetivo, uma vez que colocou Aécio “na posição de principal nome da oposição” e “com mais de 20% nas pesquisas de intenção de voto”.

Aliados se afastam do PT nos Estados Brasília.Os principais partidos que prometem apoiar a reeleição da presidente Dilma Rousseff estarão em palanques opostos aos do PT na maioria das disputas estaduais. É o que aponta levantamento da “Folha de S.Paulo” sobre as pré-candidaturas já anunciadas para governador, vice-governador e senador de PMDB, PSD, PP, PR, PDT e PTB – aliados do Palácio do Planalto com as maiores bancadas na Câmara. Em todas essas legendas, a quantidade de candidatos que disputarão votos contra um petista supera a de nomes que deverão compor chapa com a sigla.

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