De técnico a nome forte do PSDB

Ex-governador ganha status no ninho tucano e assume papel importante na campanha eleitoral

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda |

Força. Durante sua gestão no comando do governo de Minas, Antonio Anastasia adquiriu mais traquejo político, segundo seus aliados
douglas magno
Força. Durante sua gestão no comando do governo de Minas, Antonio Anastasia adquiriu mais traquejo político, segundo seus aliados

Se no passado Antonio Anastasia (PSDB) era considerado um nome de perfil excessivamente técnico, hoje o tucano ganhou contornos políticos e se transformou em nome forte do partido. Depois de comandar por anos pastas ligadas ao gerenciamento do governo mineiro, em 2014 a realidade já é outra. Mais do que liderar a elaboração do programa de governo do senador e presidenciável Aécio Neves, o ex-governador terá uma missão ainda mais política neste ano: ser o braço direito da campanha do ex-ministro Pimenta da Veiga ao Palácio Tiradentes em Minas, suprindo a ausência de Aécio.  

O capital político de Anastasia não foi confirmado somente neste ano, apesar de ter ganhado força depois de ser escolhido coordenador do programa de governo de Aécio e nome preferido na disputa por uma cadeira no Senado. Desde o momento em que conseguiu reverter uma diferença considerável nas urnas, como na eleição de 2010, o tucano passou a adotar uma postura conciliadora na administração estadual. Um exemplo é o fato de ter mantido ao longo do governo a aliança com 12 partidos e, neste ano, ter ampliado para 20 o número de apoios.

No pleito de 2014, ao menos até fim de junho, Anastasia – conhecido como o nome do Choque de Gestão – vai acompanhar Aécio em agendas internas com lideranças do meio empresarial e recolher, a partir da experiência adquirida em Minas Gerais, propostas para o programa de governo do PSDB. Segundo correligionários tucanos, o maior objetivo é criar um programa nacional para enxugar gastos do governo federal.

Em entrevista durante a convenção estadual do partido, o pré-candidato ao Senado afirmou que o foco, no momento, é elaborar as principais diretrizes para o governo do PSDB e, a partir de julho, dividir palanque com Pimenta. “O coração está sempre tranquilo. Não significa que eu vá trabalhar menos, ao contrário, vou trabalhar dobrado pela confiança que os mineiros têm em mim”, declarou na ocasião.

Futuro. Mesmo se for eleito para o Senado, a aposta dos tucanos é conduzir Anastasia para outra função: a de ministro, caso Aécio seja eleito presidente. Dirigentes do PSDB acreditam que é provável que o ex-governador seja indicado para o comando de alguma pasta, desta vez com perfil técnico, relembrando funções assumidas por ele em Minas Gerais no passado.

Uma possibilidade já citada entre os aliados é o Ministério da Casa Civil ou, até mesmo, o do Planejamento, cargo que ocupou em Minas Gerais e fortaleceu seu nome no Estado.

Sombra

Colado. Anastasia será a figura do PSDB mais presente nos palanques de Pimenta da Veiga, atendendo um pedido de Aécio Neves, que terá que se dedicar à campanha em outros Estados.

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