Futebol e tradição em cena

Em cartaz em Belo Horizonte, três vídeo-instalações exploram a identidade mineira nos gramados e fora deles

iG Minas Gerais | Lygia Calil |

Na obra. Com andaimes na ambientação, “Mineirão: Concreto, Aço e Alma” mostra reforma do estádio
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Na obra. Com andaimes na ambientação, “Mineirão: Concreto, Aço e Alma” mostra reforma do estádio

De olho nos turistas, a produtora Emvideo está em cartaz com três instalações em museus de Belo Horizonte, até o fim da Copa do Mundo. Duas delas têm como tema o assunto esportivo onipresente nessa temporada: “Mineirão: Concreto, Aço e Alma” e “Belo Horizonte Futebol Clube”. A terceira, “Horas Mortas”, foi premiada pelo Ministério da Cultura e traz um resgate das tradições orais mineiras.

Inédita, a exposição em homenagem ao Mineirão está em cartaz no museu das Minas e do Metal, dentro da programação “Cidade do Cinefoot”. Dividida em duas partes, na primeira, “Alma”, ela mostra flâmulas de todos os mais de 230 times que já passaram pelos gramados do Gigante da Pampulha, além de um “hall da fama”, que simula pegadas de 150 craques em placas de bronze projetadas em caixotes. Nomes de técnicos, árbitros e de jogadores que já atuaram no campo também são lembrados em nuvens de tags.

Na sala seguinte, a área “Concreto e Aço”, entre um andaime de construção e tijolos, traz cenas que mostram o processo de reforma e reinauguração do estádio, em filmagens feitas ao longo de dois anos – entre elas, o rebaixamento do gramado, a demolição da geral, a retirada das cadeiras e, enfim, o clássico Cruzeiro x Atlético da reabertura.

“O mais legal é ver a reação das pessoas. Nesta semana, alguns turistas argentinos se deitaram no chão para aproveitar melhor. As crianças adoram, ficam encantadas”, diz Bellini Andrade, que assina a concepção e a codireção das três instalações.

Em cartaz há cerca de um ano no museu Abílio Barreto, a videoinstalação “Belo Horizonte Futebol Clube” chega à reta final, já que se encerra no próximo dia 15, com o fim da Copa. Instalada em um cenário que imita uma bola de futebol de três metros de altura, a mostra foge aos times profissionais da cidade e se volta ao amadorismo dos jogos de botão, das peladas de rua, do futebol de salão do fim de semana. Na trilha, as narrações de partidas oficiais e profissionais cobrem as cenas de amadores.

Tradições. A região da Serra do Espinhaço foi escolhida para ambientar a instalação “Horas Mortas”, que resgata histórias sobrenaturais passadas pela tradição oral. “As cenas são projetadas em portas, janelas e portões como os que são vistos nas paisagens das cidades do interior”, explica Bellini. O nome da exposição é uma referência à madrugada, quando supostamente as criaturas fantasmagóricas circulam pela roça.

Programação

“Horas Mortas”, até 15 de julho no Museu de Artes e Ofícios – praça da Estação, s/nº, Centro, 3516-7200. Entrada para o museu, R$ 5; para a exposição, gratuita.  “Mineirão: Concreto, Aço e Alma”, até 13 de julho, no museu das Minas e do Metal – praça da Liberdade, s/nº, Funcionários, 3516-7200. Entrada franca. “Belo Horizonte Futebol Clube - Trajetórias do Futebol na Capital Mineira”, até 15 de julho, no Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, 3342-1268). Entrada franca.

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