Após invasões, polícia aumenta restrição de acesso ao Maracanã

Medida foi tomada após incidentes com chilenos no estádio no jogo entre Chile e Espanha

iG Minas Gerais | Folha Press |

Maracanã será uma das Arenas com internet
Fifa/Divulgação
Maracanã será uma das Arenas com internet

Após duas invasões de torcedores nos dois primeiros jogos realizados no estádio, o Maracanã teve sua segurança reforçada para a partida entre Bélgica e Rússia, que acontece neste domingo (22), às 13h.

Desde às 7h há um bloqueio policial de 1 km no entorno do estádio. Somente pessoas com credencial da Fifa e com ingressos nas mãos podem acessar o perímetro.

A medida contraria a determinação divulgada pelo subsecretário de Grandes Eventos, Roberto Alzir, e pelo comandante-geral da PMERJ, coronel Luiz Castro Menezes, durante a coletiva de imprensa sobre a segurança do evento, na sexta (20).

Na ocasião, os responsáveis pelo policiamento no perímetro externo do estádio afirmaram que não iriam restringir o acesso de pessoas no entorno do Maracanã "por se tratar de um ponto turístico e não existir impedimento legal". No entanto, não apenas turistas, mas até trabalhadores de stands fora estádio estão sendo impedidos de passar o bloqueio.

Segundo o coronel Paulo Henrique, chefe de Estado Maior Operacional da PMERJ, o planejamento anunciado na sexta foi mudado a pedido da Fifa. "Mudou sim, o que eu posso adiantar é que foi um pedido da Fifa realizado hoje", afirmou o policial militar à reportagem, no entorno do Maracanã. O coronel também afirmou que a Secretaria Estadual de Segurança irá emitir uma nota oficial para explicar a mudança. A Folha procurou a Fifa e o Comitê Organizador Local, que informaram que o planejamento foi feito em conjunto com as forças públicas de segurança.

BARRADOS O reforço policial no Maracanã conta com 3.100 policiais, 900 a mais do que os dois últimos jogos. Além disso, 19 ruas ao redor do estádio estão bloqueadas - há um bloqueio duplo, em distâncias diferentes, nos quais são cobradas credenciais e ingressos.

No segundo ponto de bloqueio, mais próximo ao estádio, bolsas e mochilas são revistadas, o que não aconteceu nas partidas anteriores.

Um grupo de torcedores do Uruguai, que iria tirar os ingressos no posto localizado em uma das bilheterias do Maracanã, foi impedido de passar. "Falaram que estão analisando nosso caso. Que bom que chegamos cedo. Caso não liberem, há tempo de pegar em outro local, mas é um contrassenso", afirmou o guia do grupo.

Após os dois bloqueios nas ruas que dão acesso ao estádio, há ainda policiais em todo o entorno do anel do Maracanã. Na área próxima à entrada da imprensa, que foi invadida por torcedores chilenos na última quarta (18), há mais PMs do lado de fora e um cinturão deles do lado de dentro, o que também não havia antes - toda a segurança interna do estádio era feita até então por agentes privados (os "stewards").

Na sala de imprensa, no túnel que leva ao gramado, foi instalado um portão gradeado, com dois seguranças na entrada; antes, o acesso era livre, e foi por ali que os invasores conseguiram chegar na parte interna do estádio e subir para as arquibancadas.

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