Eficácia do protetor sem comprovação

iG Minas Gerais | Litza Mattos |

No boxe, o uso de protetores de cabeça não é obrigatório. No futebol americano, sim. Na avaliação do neurologista Renato Anghinah, é possível questionar a proteção usada atualmente.  

“Não sabemos se é realmente eficaz ou se só atenua o impacto. Jogadores de futebol americano usam a proteção e também são muito acometidos pela ETC. A solução que imagino para o boxe seria semelhante ao que é praticado na esgrima. Sensores na roupa marcariam o local dos golpes e dariam a pontuação”, diz o médico.

Segundo Anghinah, a ETC vem sendo associada ao boxe desde a década de 20, mas só em 2013 foram descritas as quatro principais variantes que indicam os sintomas. Já a identificação precisa da doença só é possível após a morte do atleta, mas alguns exames têm sido utilizados para adiantar um provável diagnóstico, como os que foram utilizados em Eder Jofre, um dos maiores pugilistas brasileiros. 

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