Para transcender sentimentos de autopiedade e autocomplacência

iG Minas Gerais |

Equipe Divina Madre
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Em nossa vida diária vemos muitas pessoas que se ofendem, ficam descontentes e reagem ao que lhes acontece. Vemos também como ficam abaladas ao perceber as faltas que cometem. Costumam oscilar entre extremos: vão da autopunição à autocomplacência, passando pela autocompaixão emocional e por estados equivalentes. Quando cometemos alguma falta, a fluência natural da vida fica cerceada. Porém, a vida não para e em seguida retoma seu ritmo próprio. Cada vez que nos punimos por uma falta, retrocedemos ao momento em que ela ocorreu e voltamos a estancar esse fluir. Se estamos dispostos a ampliar a consciência, se realmente aspiramos a nos aperfeiçoar e a aprender o necessário para não redundar em nossas falhas, não temos de nos penitenciar por elas. Saberemos que no momento correto nos será dada oportunidade de reajustá-las da melhor maneira. Ao agir desse modo não estaremos fugindo, mas sim nos entregando à harmonia universal. Com tal entrega, nossa ação pode ser equilibrada sem estacionarmos em um ponto que, afinal, já não é o nosso, uma vez que reconhecemos a falta. E, se após esse reconhecimento tivermos aprendido a lição que nos cabe, o indicado é nem pensar no que fizemos. Desse modo estaremos contribuindo ainda mais para que o equilíbrio se recomponha com facilidade. A autopiedade é um sentimento que nos fecha o coração. Evitar a autopiedade significa cultivar a neutralidade em relação a nós mesmos, mantendo, desse modo, o coração receptivo às energias superiores, que vêm do Alto. Sempre que nos dirigimos a nós mesmos com autopiedade, obstruímos nosso espaço interior, não permitimos que a energia circule nele. Da autopiedade pode emergir a impressão de que o serviço prestado ao Plano Maior, ao Plano de Deus, é um sacrifício. Na verdade, tudo o que se realiza com autopiedade é sem valor do ponto de vista espiritual. Por maior que seja o serviço, seus efeitos sutis são anulados por esse sentimento. Um grande Mestre disse uma vez que, se um colaborador do Plano de Deus para a Terra considera sacrifício o que está fazendo, sua cooperação torna-se algo mecânico e nada acrescenta à luz que ele tem. Já a autocomplacência é comprazer a si mesmo, é a tendência a se autogratificar, autopremiar, a satisfazer os próprios desejos e caprichos, a condescender consigo próprio. Há pessoas que não conseguem ouvir uma observação sobre o seu comportamento sem se alterar, sem reagir mesmo contra aquele que lhe faz a observação de modo construtivo e fraterno. Ao proceder assim, condescendem consigo mesmas – o que é negativo e contrário a todo o ensinamento espiritual. A complacência mantém nossos hábitos e comodidades, e o ensinamento espiritual é oposto a tal tendência. Quando cometemos algum erro, o nosso ato seguinte é que vai mostrar se o reconhecemos. Se o justificarmos, e nos desculpamos por ele, é sinal de que estamos movidos pela autocomplacência. Enquanto nos justificamos para nós mesmos ou para os demais, estamos deixando de nos renovar. Na realidade, por nada temos de nos desculpar. A nós é pedido apenas fazer melhor dali em diante. Os cooperadores do Plano de Deus não perdem tempo em se justificar nem em se comprazer, mas dedicam-se a ser cada vez mais abrangentes e a dar cada vez mais de si. Para conhecer as obras do autor, acesse o site www.irdin.org.br ou o site www.comunidadefigueira.org.br, que transmite ao vivo palestras mensais de Trigueirinho.

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