Momento de tripla exposição

Atriz adianta que o fim da atual temporada abre uma possibilidade de acontecer outro ano da série na Globo

iG Minas Gerais |

Projetos. Heloísa conta também que já está escalada para “Boogie Oogie” próxima trama das seis da emissora carioca
JORGE RODRIGUES JORGE /CZN
Projetos. Heloísa conta também que já está escalada para “Boogie Oogie” próxima trama das seis da emissora carioca

Heloísa Périssé joga com o que tem em mãos. Se é novela que aparece para fazer, ela encara. Se é cobiçada como roteirista, responde na hora. Mas, se é chamada para criar uma produção para também atuar, assume que a entrega é total. E muito mais intensa. Acostumada a expor sua veia autoral, Heloísa estava com saudades de atuar pelo bastidores e à frente das câmeras ao mesmo tempo, algo que fez nas cinco temporadas de “Sob Nova Direção”. Sete anos depois do fim da série, a atriz tem a chance de retomar suas duas habilidades em “Segunda Dama”, seriado exibido pela Globo, às quintas. “Meu primeiro contrato com a Globo, no início dos anos 90, foi como autora. Na época, eu não tinha me decidido por qual caminho seguir. Vivia em um dilema. Hoje, me vejo uma profissional bem versátil. Posso atuar, escrever, fazer as duas coisas. Sou ansiosa e a única coisa que não quero é ficar em casa olhando as paredes”, diz.

  Heloísa começou sua história com a Globo a partir de uma oficina de novos autores de humor. Logo, passou a colaborar com o texto de programas como “Escolinha do Professor Raimundo”, onde conheceu um dos grandes mentores de sua verve cômica: Chico Anysio. “Aprendi muito com ele. Principalmente a querer sempre seguir por um caminho diverso e criativo”, rememora.   Além de escrever, em “Segunda Dama” você encara as complexidades de um papel duplo. Como conciliou as gravações com a criação do roteiro? A série vem sendo pensada há seis anos. Quando começamos a gravar, estava quase tudo pronto. Apenas fazíamos ajustes pontuais. Ainda bem, porque seria difícil dar conta da atuação. As personagens passam boa parte fingindo que uma é a outra. Então, na verdade, são quatro papéis e assumo que tive dificuldades. No meio do caminho, o Wolf (Maya, diretor) ainda decidiu que eu iria interpretar uma delas em uma cena de flashback, aos 20 anos. Estou com 47 e disse que seria impossível, que ficaria estranho demais. Mas ele me convenceu, dizendo que usaria uma textura na imagem. Topei, coloquei franja e ficou legal! É o milagre da televisão. Mas, se colocasse algo mais escuro, esconderia melhor a minha real idade (risos).   Você se diverte mais interpretando Analu ou Marali? Marali é mais a minha cara. Sempre soube me virar. Já a Analu é onde eu realmente boto em prática o que aprendi atuando ao longo da vida. Atuar, para mim, deixou de ser brincadeira há muito pouco tempo. Então, acho que gravo mais tranquila como Marali, enquanto preciso me concentrar de forma intensa para transmitir a sisudez e o jeito mais afetado da Analu.   A primeira temporada de “Segunda Dama” fecha com nove episódios. Você acha que a história das gêmeas poderia se desdobrar e durar outras temporadas? Fôlego sempre existe. Mas quem decide isso é a emissora. Sou da turma que faz por onde os trabalhos terem sobrevida. Sim, é possível fazer uma segunda temporada e a gente termina o último episódio com um gancho que nos dá essa possibilidade.   Qual? Não quero estragar a surpresa do público, mas é algo que coloca as duas diante de outros conflitos.   Você já está escalada para “Boogie Oogie”, próxima trama das seis. Acha que isso pode inviabilizar a retomada de “Segunda Dama”? Pois é. Estou escalada para a novela do Rui (Vilhena). O convite partiu da equipe do Ricardo Waddington, com quem eu venho trabalhando em projetos muito legais como “Cordel Encantado” e “Avenida Brasil”. Mas a ideia é fazer a novela e depois, de repente, retomar a série. Daria tempo e eu estou empolgada com isso.

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