Duelo de gigantes

Bandeirantes e Globo vão atrás de humor e tecnologia para apresentar a Copa do Mundo aos seus telespectadores

iG Minas Gerais | anna bittencourt |

Apoio. Tecnologia é um dos principais recursos adotados pelo “Central da Copa”, da Globo
Globo
Apoio. Tecnologia é um dos principais recursos adotados pelo “Central da Copa”, da Globo

Depois de muita espera e planejamento, a Copa do Mundo voltou ao Brasil. A chamada “Copa das Copas” acelerou a Globo e a Bandeirantes, emissoras que detêm os direitos de sua transmissão.

Já famoso em outras edições do Mundial e pela Copa das Confederações, o “Central da Copa”, exibido pela Globo, aposta em uma pesada tecnologia para debater os duelos entre as seleções. Sem um caráter tão festivo quanto o da produção comandada por Alex Escobar e Tiago Leifert, o “Band na Copa” conta com a habilidade de Milton Neves e o carisma de Larissa Erthal.

Na trupe de Tiago Leifert e Alex Escobar, o futebol é quase um pano de fundo. Seria injusto dizer que faltam análises técnicas e táticas. A mesa tática e a tecnologia que permite que os ex-jogadores e comentaristas Caio Ribeiro e Roger Flores “entrem em campo” para dar a visão do jogador acerca de cada lance são muito bem aproveitadas.

No entanto, o excesso de firulas acaba tornando o assunto uma grande piada. O que não é de todo mal. O clima descontraído evidencia que é um programa para toda a família. E a ausência de termos do universo boleiro, específicos do futebol, torna a produção de fácil entendimento.

Após tratar o assunto com excesso de seriedade – na última Copa do Mundo, em 2010, a emissora apresentou o “Band Mania”, que se limitava a ser uma mesa redonda –, a Bandeirantes apresenta um diferente formato. O “Band na Copa” conta com o humorista Robson Nunes para descontrair o tom sério de Milton Neves. No entanto, forçar a barra para ser engraçado soa muito infantil. Nesse ponto – assim como em relação às tecnologias –, o “Central da Copa” vence. Lá, pelo menos, o carisma da dupla de apresentadores, misturado à plateia e aos convidados especiais, forma uma “bagunça orgânica”, quase imitando as conversas sobre os jogos em mesas de bar.

Apesar de ambos os esforços para apresentar as 64 partidas do Mundial, o resultado de audiência foi aquém das expectativas. No primeiro jogo do Brasil, no último dia 12, contra a Croácia, a Globo marcou 35 pontos no Ibope – a menor marca de um jogo da seleção em Mundiais de todos os tempos. A Band ficou com 9 pontos. Ainda longe da grande final, no dia 13 de julho, as emissoras têm muito tempo para acertar o time para obter êxito nesta competição.

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