Muito feliz de novo

No ar em “Vitória”, nova trama da Record, Heitor Martinez comemora voltar a interpretar um tipo cômico

iG Minas Gerais | anna bittencourt |

Comédia. Heitor Martinez conta que, apesar do lado cômico de seu papel, Caíque é mais comedido, sem cair no pastelão
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
Comédia. Heitor Martinez conta que, apesar do lado cômico de seu papel, Caíque é mais comedido, sem cair no pastelão

Heitor Martinez é um homem de poucas palavras. O jeito contido do ator é evidente, inclusive, nos personagens que interpretou ao longo da carreira. Seja interpretando um vilão, como o traficante Jackson de “Vidas Opostas”, seja em um tipo mais leve, como o atual Caíque, de “Vitória”, sua postura mais econômica sempre prevalece. Após alguns trabalhos densos na TV aberta, o ator gostou de voltar à comédia, gênero no qual se sente mais seguro e confortável. “É um personagem muito gostoso de fazer. Até porque eu não faço a menor ideia da onde ele pode chegar”, diz. Na trama de Cristianne Fridman, após perder o emprego, Caíque, ao lado de Tadeu e Paulo Henrique, personagens de Leonardo Vieira e Silvio Guindane, procuram meios de manter o padrão de vida sem precisar contar às famílias que foram demitidos do escritório de engenharia. Parte do núcleo cômico, os três experimentam de tudo um pouco. “Vão levar muita ‘portada’ na cara. Mas a vida é assim, eles vão correr atrás de todas as formas”, antecipa.

Para dar um ar mais “patriarcal” ao personagem – no folhetim, Caíque é pai de Rebeca, personagem de Letícia Pedro –, Heitor optou por deixar crescer o bigode. “Conversei com várias pessoas para saber como ficar mais com cara de pai. E reparei que o pai de todo mundo já teve bigode, pelo menos uma vez na vida”, afirma ele, dizendo que, no entanto, o lado descontraído do papel vai falar mais alto e o “adereço” sairá de seu rosto nos próximos capítulos. Isso porque, entre os bicos arrumados por Caíque, um deles será dançar na boate que pertence a Mossoró e Laíza, interpretados por Ricky Tavares e Aline Borges. “Ele ia começar fazendo cover do Elvis Presley. Mas isso caiu, agora vou ser só dançarino mesmo”, conta ele, aos risos.

Sem se considerar um pé de valsa, Heitor tem feito aulas de dança para se aperfeiçoar para o personagem na trama da Record. “Está sendo ótimo e engraçado. Focamos nas coreografias e passos. Imagina três homens sem jeito dançando”, diverte-se o ator. O workshop, aliás, foi o único que ele participou para estar em “Vitória”. Apesar de Caíque também orbitar no núcleo dos fãs de motocross, Heitor se recusou a frequentar as aulas de direção de motocicletas. “Não vou dar chance para me machucar”, afirma. Por isso, todas as suas cenas em motos são feitas por um dublê. “Me recuso a subir em uma moto. Acho temerário”, garante.

Natural do Rio de Janeiro, Heitor começou sua carreira na televisão em 1995, na Globo. Após a estreia na novela “Cara & Coroa”, ele ficou por quase dez anos na emissora antes de se mudar para a Record, onde já está há quase uma década. “Aqui, as pessoas puderam conhecer um lado diferente do meu trabalho. Fiz personagens que são lembrados até hoje por muitas pessoas”, comemora, apontando o vilão Jackson, de “Vidas Opostas”, como o mais importante e um divisor de águas em sua carreira.

Perfil Nome completo: Heitor Martinez Mello

Data de nascimento: 20 de agosto de 1968

Local de nascimento: Rio de Janeiro (RJ)

Signo: Leão

Último papéis na TV:

Tadeu de “Pecado Mortal” (2013), Martin de “Máscaras” (2012), Senador Nicolau Feitosa de “Ribeirão do Tempo” (2010), Leandro de “A Lei e o Crime” (2009), Petrônio Lima de “Amor e Intrigas” (2007), Jackson Silva de “Vidas Opostas” (2006), Felipe Marinho de “Prova de Amor” (2005)

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