Genialidade de Messi salva a Argentina e encanta torcida no Mineirão

Craque hermano decidiu o jogo em lance individual nos acréscimos e não frustrou os quase 60 mil torcedores que estavam lá para vê-lo

iG Minas Gerais | Thiago Nogueira |

Aos gritos da torcida, Messi festeja gol marcada na partida válida pela 2ª rodada da Copa do Mundo 2014
JOAO GODINHO / O TEMPO
Aos gritos da torcida, Messi festeja gol marcada na partida válida pela 2ª rodada da Copa do Mundo 2014

Se o papa é Francisco, se deus é Maradona, o rei argentino é, sem sombra de dúvida, Messi. E com Sua Majestade em campo, podia-se esperar o possível e o impossível. A qualquer momento. Eis que a genialidade estava guardada para os 46 minutos da segunda etapa.

Salve a Argentina! E ele salvou. Um corte no marcador e um chute de perna esquerda de fora da área, sem chances de defesa do bravo goleiro Haghighi. Tudo, acompanhado de perto pela mulher Antonella, o filho Thiago, de 1 ano e 7 meses, e outros 57.696 torcedores no maior público do novo Mineirão. Em 2008, quando pisou pela primeira vez no Mineirão, ele foi aplaudido – ironicamente, é verdade, por causa do insosso 0 a 0 entre Brasil e Argentina. Desta vez, não. O fervor não foi apenas da grande maioria de argentinos, mas também de brasileiros, honrados por ver de perto o futebol do quatro vezes melhor do mundo. Em um jogo truncado, a magia de Messi seria cada vez mais solicitada. Ele estava bem marcado. Havia momentos em que três, até quatro o cercava. Era difícil achar espaço. E quando o craque encontrava uma brecha, era parado com falta. Às vezes, a saída era “chamar para o baile”. Por causa da habilidade, era capaz de atrair a marcação, abrindo espaço para os companheiros. Mas isso ainda era pouco. Quando os iranianos vacilaram, Messi deu o cartão de visitas: arrancou tal como gosta e, por pouco, não venceu a retranca adversária em um chute no canto. Cuidado: ele pode decidir. A Argentina precisava de seu craque. Na bola parada, todos se levantaram para ver a cobrança do camisa 10. Ainda não era a hora: bola na rede pelo lado de fora. Ao todo, o atacante fez seis arremates na partida, três deles em direção ao gol. Mas, para não frustrar uma multidão de fanáticos, deixou tudo para o último ato. Messi, o craque do jogo, escreve parte da sua história em solo belo-horizontino.

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