Como a Argentina quase parou na seleção do Irã

Graças ao gênio Messi, equipe venceu no último minuto, salvando a festa albiceleste no Mineirão

iG Minas Gerais | LEANDRO CABIDO |

Quando nos preparamos para ver Argentina x Irã, em uma Copa do Mundo, a primeira coisa que se imaginava era uma goleada, um jogo fácil, um passeio da seleção da América do Sul. No entanto, Carlos Queiroz, técnico português que comanda a equipe asiática, colocou em prática um plano de jogo com uma missão: parar Messi e Cia. 

O Irã foi escalado em um 4-5-1, com Reza isolado na frente. Quando esperava o time sul-americano, o próprio atacante fazia sombra nos homens da Albiceleste, dificultando o controle de jogo da bicampeão mundial. O principal objetivo de Queiroz: embolar o meio de campo e obrigar os argentinos a fazer o jogo aéreo.

A Argentina, de Alejandro Sabella, foi escalada ofensivamente, no 4-3-3, com Higuaín centralizado, Messi e Aguero abertos. Quando as pontas se fechavam, o ex-melhor jogador do mundo buscava o meio. Para cobrir o buraco, Di María ocupar o setor. Tal situação fazia com que os comandados se exporem de tal forma, a ponto dos contra-ataques iranianos serem até mais perigosos que os ataques da Argentina. E em alguns momentos, estavam bem melhores que os favoritos.

Com as substituições faltando menos de 15 minutos (entradas de Lavezzi e Palácio para saídas de Aguero e Higuaín) deixaram claro a insatisfação do treinador com a turma da frente. Com Palacio, o jogo ficou mais técnico, porém, com muito menos presença de área. O gol saiu após um erro de saída de bola e uma jogada que não estava sendo explorada: chutes de fora da áreai. Em resumo: muita qualidade na frente,  mas pouca inspiração. A falta de jogadas - principalmente batidas de fora da área (a jogada do gol aos 90 minutos) e o pivô - quase foram determinantes. Esperava-se mais de um ataque milionário, que teve problemas de conclusão e criação. 

Pelo lado iraniano, o objetivo quase foi alcançado. Bastou a sorte ter sido um pouco maior e as conclusões nos contra-ataques forem mais efetivas.