Após 55 dias, acaba a greve dos trabalhadores em educação de Contagem

A greve teve início no dia 24 de abril e só teve fim na última quarta-feira (18)

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Professores protestam por melhores salários
LÉO FONTES/O TEMPO
Professores protestam por melhores salários

Teve fim a paralisação dos trabalhadores em educação de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, que foi a maior greve da educação da cidade, que durou 55 dias. A decisão foi tomada na última quarta-feira (18) durante assembleia geral realizada na praça Iria Diniz, no Eldorado.

Segundo as informações do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-Ute/MG), a categoria avaliou que houve avanços na negociação, apesar de a contraproposta apresentada por representantes da prefeitura não atender a todas as reivindicações. Os trabalhadores também decidiram por manter o estado de greve.

“Demos nosso recado para a cidade e para o governo municipal, que precisa ficar atento, pois continuamos mobilizados e a qualquer momento a greve pode voltar”, disse Reginaldo Pereira do Carmo, membro da direção da Subsede Contagem do  Sind-Ute. 

Segundo as informações do sindicato, pela contraproposta apresentada na quarta, a categoria receberá reajuste de 5,85% com abono de 1% em setembro, outubro e novembro, que será, depois, incorporado ao salário. Além disso, o padrão de carreira sobe de 1,5% para 2% neste ano e aumentará pelo menos para 2,5% em 2015. O padrão pode até receber reajuste maior, dependendo da arrecadação do município, segundo Pereira. “Embora o reajuste da remuneração não tenha sido substancial, houve avanços na carreira”, analisou.

A reunião com o secretário de educação da cidade, José Ramoniele, aconteceu na última terça-feira (17) após solicitação do sindicato e da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), após vigília feita pelos trabalhadores na porta da prefeitura. O órgão municipal se comprometeu a avaliar os itens da pauta e apresentar uma nova contraproposta.

Leia tudo sobre: GREVEEDUCAÇÃOCONTAGEMPROFESSORESSERVIDORESPARALISAÇÃO