Antes do jogo contra Irã, torcida argentina vai até Cidade do Galo

Mesmo sem ingresso e depois de muitas horas de viagem, fãs de Messi e cia. comparecem até o centro de treinamento para tentar dar seu apoio para a albiceleste

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Federico Yarbi é outro que segue a seleção argentina em território brasileiro
DANIEL OTTONI - WEBREPORTER
Federico Yarbi é outro que segue a seleção argentina em território brasileiro

A presença de uma Copa do Mundo é uma ótima maneira de poder testar a paixão de muitos torcedores. São incontáveis as loucuras que podem ser vistas durante o Mundial. Na porta da Cidade do Galo, em Vespasiano, dezenas de torcedores argentinos tentavam esconder o cansaço de muitas horas de viagem, sem muito sucesso. Muitos procuraram a primeira sombra em uma grama, bem em frente ao CT, para tentar recuperar as forças. A maioria deles chegou à porta do QG argentino antes das 9h, mais de duas horas antes do ônibus com a delegação sair para o Mineirão. Para amenizar o desgaste, animação com força nos gritos de apoio à seleção e cerveja, quente ou gelada. O importante era estar perto dos grandes ídolos e fazer parte da festa do Mundial, mesmo sem ingresso. Assim que a reportagem se aproximou de um pequeno grupo, o primeiro pedido foi de bilhete para o duelo contra o Irã, marcado para este sábado, no Mineirão. Joaquín Delor e mais três amigos saíram de Buenos Aires na terça-feira. Antes de chegar na capital mineira, fizeram uma viagem de 18h até a Praia do Rosa, em Santa Catarina. De lá, rumaram para Minas Gerais após mais 15h de estrada. De lá, eles irão para o Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, São Paulo e Rio, novamente. Isso tudo caso a Argentina chegue até a final. “Esta é a nossa esperança.  Vamos atrás do time onde ele for. Ainda é cedo para falar em que fase pode chegar, mas estaremos ao seu lado”, afirma Delor.

Motorhome para seguir a albiceleste Pouco mais a frente, cerca de 20 carros com placas argentinas mostravam a disposição de muitos torcedores para tentar ver o time de perto. Um deles era um motorhome, com sete torcedores vindos de Jujuy, cidade a 4.000km de Belo Horizonte. O meio de transporte ‘acumula’ a função de cozinha, hotel e tudo mais o que for necessário. Nele viajam Federico Yarbi com mais seis amigos. Em cima do veículo, as bandeiras da cidade de origem e da Argentina, acompanhadas de muita lenha para a pequena churrasqueira, que havia deixado pronto um belo ‘locro’, prato tradicional do país, feito com linguiça, chouriço e outras carnes, para ser consumido mais tarde. Também sem ingresso, Yarbi invejava alguns dos amigos que iriam ver o jogo contra o Irã de dentro do Mineirão. Mesmo assim, a confiança na seleção não era abalada. “Com os times europeus ficando pelo caminho, nossa chance de chegar à final é ainda maior. Acredito muito nisso”, projeta. Assim como os conterrâneos, Yarbi e os amigos sairão de Belo Horizonte para outras cidades, como Cabo Frio, São Paulo e Brasília.