Policiais agem com truculência durante chegada de ônibus da Argentina

Quando torcedores do país apenas se aproximavam para acenar para os ídolos, militar saiu de carro apontando espingarda para o público; cena foi seguida de explosão de bomba

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Polícia Militar de Minas Gerais agiu de forma desnecessária durante chegada do ônibus da Argentina
DANIEL OTTONI - WEBREPORTER
Polícia Militar de Minas Gerais agiu de forma desnecessária durante chegada do ônibus da Argentina

Uma ação truculenta e desnecessária da Polícia Militar de Minas Gerais gerou revolta na chegada do ônibus da Argentina ao Mineirão. Quando o veículo da seleção se aproximava, um dos oficiais saiu de um dos carros que levava os militares, com uma espingarda em punho e a apontou para os torcedores argentinos, que nada queriam além de acenar para seus ídolos. A situação era tranquila e a atitude mostrada não se justificou, uma vez que nenhum tipo de tumulto acontecia no momento. 

A sequência reservou uma bomba sendo jogada em meio aos torcedores e muita correria. A pequena Isadora Moreira, de 11 anos, levou a pior e teve seu pé ferido. O pai Edione, que também foi atingido no pé, teve que carregar a filha nos braços até um posto da polícia militar, próximo ao local do ocorrido. Por lá, ela recebeu atendimento de forma improvisada do próprio pai com água e uma cadeira para se refazer do susto. De dentro do ônibus, jogadores da Argentina apontavam para o militar que havia apontado a arma para os torcedores, revoltados com a situação. Ainda no posto policial, chegaram mais duas acompanhantes de Isadora e Edione. Uma delas era uma criança de cerca de sete anos, chorando muito e assustada com tudo que acabara de acontecer.  Um senhor argentino também reclamou da truculência da polícia. A reclamação da reportagem e do próprio pai de Isadora, além de outros torcedores, surtiram pouco efeito, já que os policiais se limitaram a ignorar os manifestos.