Savassi se torna Babel da azaração

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Mapa-múndi. Praça da Savassi reúne representantes de diversas nacionalidades, todos animados em conhecer melhor as preferências, e se 
possível algo mais, das 
belo-horizontinas
JOAO GODINHO / O TEMPO
Mapa-múndi. Praça da Savassi reúne representantes de diversas nacionalidades, todos animados em conhecer melhor as preferências, e se possível algo mais, das belo-horizontinas

Era início de noite, e a costumeira calmaria da praça da Savassi deu lugar a rostos pintados, camisas de diversas seleções e pessoas enroladas em bandeiras de outros países. Ao longo do quarteirão fechado da rua Antônio de Albuquerque, frases em inglês e espanhol se misturavam às risadas e aos cânticos entoados de minuto em minuto por grupos de estrangeiros misturados aos mineiros. Argentinos, colombianos, ingleses, belgas e diversos outros turistas aproveitaram a Copa do Mundo para invadir não só Belo Horizonte, mas, também, o coração das belo-horizontinas.

Para cada estrangeiro havia, pelo menos, duas mineiras interessadas em conhecer um pouco da cultura e do jeito dos visitantes. Sorridentes, elas não tiravam os olhos dos rapazes e, mesmo não dominando outros idiomas, todas davam um jeito de se comunicar. Eles abraçavam, cantavam e dançavam, tentando impressionar as mulheres. A estudante Cibele Nunes morou na Colômbia e conhece bem o comportamento dos meninos do país. “Eles são os mais atirados, chegam a exagerar e são um pouco sem noção. Aqui, eles estão bem mais soltos do que lá”, contou.

A maioria dos belgas deixou a cidade após a partida entre Bélica e Argélia, no Mineirão, na última terça-feira. Porém, eles não foram esquecidos pela bióloga Eliana Duarte. “Eles são muito altos e muito bonitos. O único problema é que não conversavam muito, só ficavam cantando, pulando e tomando cerveja. Apesar de serem um pouco atirados, eles são superlegais e simpáticos também”, explicou,

Ciúmes. O empenho das belo-horizontinas em conhecer melhor os estrangeiros acabou não agradando alguns mineiros, como o estudante Alysson Almeida, 25. “Estão dando uma moral desnecessária para os gringos, e o pior é que as estrangeiras não vieram em grande número, não achei nenhuma aqui. As meninas têm que lembrar que a gente fica aqui depois da Copa do Mundo e eles vão embora”, brincou.

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