As inusitadas histórias dos gringos que chegam aqui

Entre uma confusão de endereços e uma paquera com as brasileiras, os estrangeiros aprovam, com pouquíssimas ressalvas, o que encontraram em Belo Horizonte

iG Minas Gerais | Ana Paula Pedrosa |

Lincon Zarbietti / O Tempo
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Na semana passada, um colombiano chegou a Belo Horizonte com um hotel reservado em Varginha, que fica no Sul do Estado, distante mais de 300 km da capital. Um outro foi – ou tentou ir – ainda mais longe: chegou a Belo Horizonte querendo dar um pulinho na Paraíba antes de assistir a um jogo no Mineirão no mesmo dia. Histórias como essas fazem parte da rotina dos voluntários e funcionários que trabalham no aeroporto de Confins e estão recebendo boa parte dos estrangeiros que chegam a Minas Gerais para ver a Copa do Mundo.

“Eles não têm noção do tamanho do Brasil”, diz uma funcionária que pediu para não ser identificada porque não tem autorização para dar entrevistas. Ela conta que o colombiano que iria se hospedar em Varginha teve a ajuda de voluntários para cancelar a reserva no Sul do Estado e encontrar um hotel em Belo Horizonte. A maioria dos estrangeiros busca informações básicas, como deslocamento e hospedagem. Alguns querem saber os pontos turísticos da cidade. E outros querem mesmo é se aproximar das voluntárias.

“Eu já ganhei muita coisa: pulseiras, chocolate e, principalmente, cantadas”, diz a estudante Nathália Ferreira, 19, que trabalha na recepção e orientação do turista na Fan Zone, uma área de convivência montada no terceiro andar do aeroporto. A também universitária Rayana Blandina, 21, entrou no clima dos estrangeiros. “Eu me apaixono pelo menos dez vezes por dia”, brinca.

Aprovado. Entre uma confusão de endereços e uma paquera com as brasileiras, os estrangeiros aprovam, com pouquíssimas ressalvas, o que encontraram em Belo Horizonte. “Gostei muito. Fui à praça da Liberdade, ao Parque Municipal e aluguei uma bicicleta. A cidade é muito boa”, diz o colombiano Eric Corralis, que mora nos Estados Unidos. Como ponto fraco, ele aponta a falta de banheiros químicos, principalmente na Savassi.

Também colombiano, Sebastian Franco diz que alugou um carro e se perdeu no caminho para a serra do Cipó. “A placa diz ‘vire’, mas o lugar de virar já passou”, reclama. Fora isso, é só elogios: diz que conseguiu informações corretas com moradores e policiais, achou o clima da cidade muito bom e adorou comer coxinha e salada de frutas.

O médico veterinário Ivan Costa, que veio com um grupo de dez pessoas, diz que os táxis são o ponto fraco da cidade. “Andei 20 quarteirões para achar um”, conta.

Del Bosque pode sair da Espanha

A eliminação precoce na primeira fase da Copa segue causando consequências na atual campeã mundial. Ontem, em Curitiba, onde a equipe faz uma melancólica preparação para o jogo de despedida, o técnico Vicente Del Bosque surpreendeu ao pedir para conceder entrevista coletiva e colocou o seu cargo à disposição. O treinador tem contrato com a Espanha até a Eurocopa de 2016, e o presidente da Federação Espanhola de Futebol, Angel Villar, quer mantê-lo no cargo. Outros dirigentes, porém, já estão pressionando para que Del Bosque seja demitido, argumentando que ele não seria a pessoa mais indicada para renovar a seleção.

Mexicanos são condenados

Dois torcedores mexicanos foram condenados por causar tumulto e atrapalhar os torcedores durante o empate por 0 a 0 entre Brasil e México na Arena Castelão, na terça-feira. Emilio Arroyo Garcia e Diego Alberto Hernandez Vázquez também foram autuados por desacato a um delegado da Polícia Civil. A juíza titular do Juizado do Torcedor e Grandes Eventos da Comarca de Fortaleza, Maria José Bentes Pinto, condenou os torcedores a pagar três salários mínimos cada pelos crimes. Um dos torcedores bateu boca e jogou cerveja no rosto de um policial, segundo o inquérito aberto pela polícia.

Bate-rebate entre jogadores

Uma declaração do volante Xabi Alonso após a eliminação da Espanha abriu uma crise entre os jogadores. “Não tivemos essa fome, essa ambição”, afirmou o jogador, que considerou o fracasso “muito inesperado”. Dois de seus companheiros rebateram as declarações. O atacante Diego Costa, que joga no Atlético de Madrid, disse que não estava de acordo com aquelas palavras. Iniesta, do Barcelona, negou falta de ambição. Em seu Twitter, o lateral Arbeloa saiu em defesa de Xabi Alonso – coincidência ou não, os dois jogam no Real Madrid. “Meu respeito e admiração por todos aqueles que preferem causar incômodo dizendo a verdade do que buscar admiração contando mentiras”.

Putin presente

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assistirá à final da Copa do Mundo, que será disputada em 13 de julho no Maracanã, segundo anunciou ontem Yuri Ushakov, porta-voz do Kremlin. O funcionário explicou que Putin irá ao Rio de Janeiro, pois a Rússia irá sediar a Copa de 2018. Além disso, o chefe do Kremlin irá participar da cúpula do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que será realizada entre 15 e 17 de julho em Fortaleza. Desde a extinção da União Soviética, em 1991, a Rússia não consegue superar a fase de grupo de um Mundial.

Ímã faz sucesso

Nem Fuleco, nem Brazuca, nem camisa de seleções. O souvenir mais procurado no quiosque com produtos oficiais da Copa, em Confins, são os ímãs de geladeira. Coloridos, os ímãs têm a logo da Copa e uma imagem que simboliza a cidade. Anteontem, os de Belo Horizonte já tinham acabado e não havia previsão de quando chegariam mais. Os turistas ainda podiam escolher as lembranças das outras cidades-sede. Enquanto os ímãs saem por R$ 20, um Fuleco pequeno de pelúcia custa R$ 70, e o grande, R$ 180.

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