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La Cancionera. Basta um toque no tambor para reunir argentinos para cantar
JOAO GODINHO / O TEMPO
La Cancionera. Basta um toque no tambor para reunir argentinos para cantar

A onda argentina chegou a Belo Horizonte e está mais para tsunami do que marolinha. Os torcedores da albiceleste já estacionaram seus motor-homes na capital mineira e chegaram animados para o jogo contra o Irã, mas também para festas e paqueras. Muitos deles estão sem ingressos para o jogo. No entanto, isso não importa tanto. O que vale é cruzar o Brasil seguindo a Argentina, com a esperança de que estar na mesma cidade do jogo represente uma energia a mais aos jogadores que estarão dentro do campo.

No bairro Ouro Preto, na região da Pampulha, mais de 200 argentinos transformaram o clube da Associação Atlética Bemge em uma colônia de férias portenha. Kiko Kanela, 60, resolveu fazer desta Copa uma aventura familiar. Reuniu a mulher e os quatro filhos, colocou todos dentro de um motor-home e seguiu para o Brasil. Estão há dez dias no país. Estiveram no Rio de Janeiro, mesmo sem ingressos para o jogo no Maracanã, mas, aqui no Mineirão, conseguiram garantir entradas para todos. “Decidimos viver essa experiência, e está espetacular”, disse ele, que, daqui, vai para Porto Alegre.

A rivalidade com o brasileiro parece mesmo ficar só no futebol. Sebastian Rabinowicz, 36, reuniu 11 amigos de Rosário e veio para o Brasil em um ônibus com pinturas de Maradona e Pelé abraçados, além de um encontro amigável de caricaturas entre Neymar e Messi. “É para mostrar que, apesar da disputa dentro de campo, brasileiros e argentinos são irmãos”, disse. (Bernardo Miranda)

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