Polícia se diz ‘traída’ por movimento

iG Minas Gerais |

Polícia carioca revistou manifestantes durante protesto ontem
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Polícia carioca revistou manifestantes durante protesto ontem

São Paulo. O rastro de destruição deixado por manifestantes na noite de anteontem ainda era visível na manhã de ontem no bairro de Pinheiros, na zona Oeste de São Paulo. Lixeiras quebradas, fachadas de imóveis pichadas e até vasos de plantas destruídos estavam por todo o caminho feito pelos cerca de 1.300 manifestantes do Movimento Passe Livre (MPL) entre o fim da tarde e a noite de quinta-feira.

Ao menos cinco agências bancárias e três lojas de carros de luxo foram depredadas. As concessionárias estimam um prejuízo de R$ 3 milhões.

A Polícia Militar diz que foi “traída” pelo MPL, pois fez um acordo de não acompanhar de perto do protesto sob a condição de que não houvesse violência. “Demos voto de confiança e fomos traídos. Nós acreditamos que, por ser um movimento que tem liderança, e eles se comprometeram aqui bem explicitado”, disse coronel Leonardo Torres Ribeiro, comandante do policiamento da capital paulista.

Equívoco. O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Fernando Grella Vieira, afirmou que houve um “equívoco” anteontem na ação da PM em fazer um acordo com o MPL de acompanhar à distância. “É inadmissível um acordo como foi feito. O acordo possível é pra manter a ordem pública e é inaceitável a inércia. Houve uma falha no tempo de resposta da PM na ação daquele grupo de vândalos”, disse.

Nesta segunda-feira, outro protesto está marcado em São Paulo. Integrantes do movimento “Se Não Tiver Direitos, Não Vai Ter Copa” prometem se concentrar a partir das 15h na praça do Ciclista, na avenida Paulista.

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